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Rubens Ricupero alerta: Trump representa a maior ameaça à democracia dos EUA desde a Guerra Civil

Em um balanço contundente sobre o primeiro ano de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, o ex-embaixador Rubens Ricupero declarou que o magnata representa a maior ameaça à democracia americana desde a Guerra Civil. A afirmação, proferida em um contexto de intensos debates sobre o legado e as políticas do atual governo, ressalta a preocupação de figuras experientes na diplomacia e Relações Internacionais sobre os rumos do país.

Trump, em sua coletiva de balanço, defendeu veementemente suas operações de combate à imigração, exibindo fotos de imigrantes detidos e buscando justificar a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Paralelamente, o presidente exaltou a implementação de tarifas como ferramenta econômica e criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reiterando posicionamentos que geram apreensão em aliados tradicionais e analistas políticos. Essas ações, segundo especialistas, refletem uma abordagem unilateral e protecionista que contrasta com os princípios de cooperação internacional.

A análise de Ricupero se alinha com a percepção de que as ações de Trump, embora cumpram parte de suas promessas de campanha, desestabilizam normas democráticas e institucionais consolidadas. A retórica populista, a polarização política incentivada e os questionamentos constantes sobre a legitimidade de instituições como a imprensa e o sistema judicial são apontados como elementos corrosivos para o tecido democrático. A menção à Guerra Civil como ponto de comparação sublinha a gravidade do momento atual, remetendo a um período de profunda divisão e conflito nos Estados Unidos.

O primeiro ano de mandato de Trump foi marcado por um estilo de liderança autocrático e uma agenda que priorizou promessas de campanha, muitas vezes à custa de alianças internacionais e consensos internos. A imigração se tornou um tema central, com políticas de tolerância zero e separação de famílias em fronteiras, gerando críticas contundentes de organizações de direitos humanos e da comunidade internacional. Os protestos que acompanharam diversas de suas políticas evidenciam a polarização social e política que o governo Trump intensificou, desafiando os fundamentos da convivência democrática.