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Rússia auxilia China no preparo para potencial invasão de Taiwan, aponta instituto

Um relatório divulgado pelo Institute for the Study of War (ISW) indica que a Rússia tem desempenhado um papel significativo no aprimoramento da preparação militar da China para um eventual conflito em Taiwan. Segundo a análise, a cooperação entre os dois países tem permitido à China absorver lições valiosas das experiências de combate russas, que incluem não apenas a estratégia e a doutrina, mas também a logística e a coordenação de forças em cenários de alta intensidade. Essa troca de conhecimento visa refinar as táticas chinesas, especialmente em operações anfíbias e de bloqueio, que seriam cruciais para uma tomada Taiwan. A pesquisa aponta que a Rússia tem compartilhado insights obtidos em conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia, adaptando-os ao planejamento estratégico chinês, que desde muito antes demonstrava interesse em assimilar táticas de guerra moderna e guerra híbrida. Esse auxílio russo é visto como um fator que pode acelerar a capacidade da China de executar operações militares complexas, potencialmente com menos erros e maiores chances de sucesso em um cenário de invasão em larga escala. A colaboração militar entre Moscou e Pequim tem se intensificado nos últimos anos, refletindo uma convergência de interesses geopolíticos e um desejo mútuo de desafiar a ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e seus aliados. O ISW sugere que essa parceria vai além do simples fornecimento de equipamentos militares, envolvendo uma transferência de conhecimento estratégico e tático que pode ter implicações profundas para a segurança global. A análise destaca que a China tem observada atentamente as campanhas militares russas, buscando aprender com os sucessos e os fracassos. A Rússia, por sua vez, parece encontrar na China um parceiro estratégico valioso, capaz de fortalecer sua posição frente às pressões ocidentais. A preocupação central do relatório reside no fato de que esse intercâmbio pode capacitar a China a executar um plano de tomada de Taiwan com maior eficiência e rapidez, potencialmente alterando o equilíbrio de poder na Ásia-Pacífico e gerando consequências imprevisíveis para a estabilidade regional e global.