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Roma Implementa Taxa de Acesso à Fontana di Trevi para Gerenciar Multidões e Preservar Monumento

A capital italiana, Roma, anunciou nesta semana a implementação de uma nova medida visando o controle do fluxo de turistas na deslumbrante Fontana di Trevi. A partir de agora, os visitantes que desejarem se aproximar do monumento para contemplar sua beleza e, possivelmente, lançar uma moeda, deverão pagar uma pequena taxa. Esta iniciativa, que tem gerado discussões entre próprios romanos e turistas, tem como principal objetivo gerenciar as enormes multidões que diariamente se reúnem em torno da fonte, um dos pontos turísticos mais fotografados e visitados do mundo. A cobrança visa não apenas coibir o excesso de pessoas, mas também arcar com os custos de manutenção e limpeza do local, que sofre com o grande volume de visitantes.

A decisão da administração romana surge em resposta a anos de preocupações com a superlotação e os impactos associados a ela. A Fontana di Trevi, projetada por Nicola Salvi e concluída por Giuseppe Pannini, não é apenas uma obra-prima barroca, mas também um símbolo cultural de Roma. No entanto, o grande número de turistas pode prejudicar a experiência de quem visita e, em longo prazo, a própria estrutura do monumento. A prática comum de jogar moedas na fonte, embora associada à tradição de retornar a Roma, também gera uma quantidade considerável de lixo e pode ocasionar danos às decorações da fonte, exigindo intervenções constantes.

A taxa, que segundo os primeiros relatos será de 2 euros, busca equilibrar o acesso e a preservação. A expectativa é que a cobrança funcione como um desincentivo para aqueles que não têm um interesse profundo na fonte, permitindo que os verdadeiros apreciadores desfrutem do local com mais tranquilidade. É importante notar que o valor arrecadado será, em parte, destinado à conservação do monumento e de outros patrimônios históricos da cidade, que enfrentam desafios constantes devido ao turismo de massa. A discussão sobre a sustentabilidade do turismo e seus impactos no patrimônio cultural é um tema cada vez mais relevante globalmente, e Roma parece estar buscando uma solução inovadora e pragmática.

Outras cidades ao redor do mundo já implementaram medidas semelhantes para gerenciar seus pontos turísticos mais populares. Exemplos incluem a cobrança de entrada em parques nacionais, como o Grand Canyon nos Estados Unidos, ou limitações de acesso a sítios arqueológicos sensíveis, como Machu Picchu no Peru. A abordagem de Roma com a Fontana di Trevi, focada em um monumento específico e com uma taxa relativamente baixa, é uma tentativa de encontrar um meio-termo entre a acessibilidade e a necessidade de proteção. Resta saber como os turistas reagirão a essa nova política e qual será o seu impacto real no fluxo e na experiência no local mais famoso para jogar moedas em busca de um retorno à Cidade Eterna.