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2025 registra recorde de mortes de jornalistas; duas terços atribuídas a Israel, diz CPJ

O ano de 2025 se consolidou como o mais sombrio para a liberdade de imprensa globalmente, com o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) registrando um número recorde de 129 mortes de jornalistas e profissionais da mídia. Essa cifra alarmante representa um aumento significativo em relação aos anos anteriores e lança uma sombra sobre o papel vital que a imprensa desempenha em informar o público, especialmente em tempos de crise e conflito. A magnitude dessa perda não se mede apenas pelos números, mas pelo silenciamento de vozes e pela interrupção do fluxo de informação essencial para a democracia e a responsabilização dos poderes.

Um dos pontos mais críticos do relatório do CPJ é a atribuição de uma parcela avassaladora dessas mortes a ações militares de Israel. Segundo a organização, aproximadamente dois terços dos jornalistas assassinados em 2025 foram vítimas de ataques relacionados às operações israelenses. Essa constatação não é apenas uma estatística, mas um alerta grave sobre as condições de trabalho e a segurança dos repórteres que cobrem conflitos na região. A morte de profissionais que buscam documentar a realidade, mesmo que dolorosa, representa um ataque direto à transparência e ao direito à informação, configurando um cenário preocupante para o exercício do jornalismo em áreas de tensão.

O relatório do CPJ também destaca o contexto em que essas mortes ocorreram, enfatizando a natureza indiscriminada de muitos ataques e a falta de responsabilização. A organização tem instado repetidamente governos e forças militares a investigarem rigorosamente todas as mortes de jornalistas e a garantirem que os responsáveis sejam levados à justiça. No entanto, a impunidade parece ser uma constante em muitos desses casos, o que pode encorajar mais violência contra a imprensa e minar a confiança nas instituições de segurança e justiça.

A situação atual exige uma resposta internacional firme e coordenada. Organismos internacionais, governos e a sociedade civil precisam unir forças para proteger os jornalistas, garantir sua segurança e combater a impunidade. A liberdade de imprensa não é um luxo, mas um pilar fundamental de qualquer sociedade livre e democrática. O recorde de mortes em 2025 serve como um doloroso lembrete da fragilidade dessa liberdade e da importância de defendê-la incansavelmente, garantindo que histórias importantes possam ser contadas e que a verdade prevaleça, mesmo diante de imensos perigos.