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Primeiro-Ministro Houthi Morto em Ataque Israelense no Iêmen

Um ataque aéreo de Israel na capital do Iêmen, Sanaa, resultou na morte do primeiro-ministro do governo houthi, Abdulaziz bin Habtour. O incidente, ocorrido na quinta-feira, marca uma escalada significativa nas tensões regionais, com os houthis, apoiados pelo Irã, frequentemente envolvidos em conflitos indiretos com Israel. A morte de uma figura de alto escalão como o primeiro-ministro representa um golpe estratégico para o grupo rebelde, que controla grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital.

O ataque israelense em Sanaa não foi oficialmente confirmado por Israel, que geralmente não comenta ações militares específicas. No entanto, a precisão e o alvo do ataque sugerem uma operação direcionada. Abdulaziz bin Habtour era uma figura chave na administração houthi, responsável pela governança e pela coordenação de políticas para as áreas sob controle do grupo. Sua perda pode desestabilizar ainda mais a administração houthi e ter implicações na complexa dinâmica política e militar do Iêmen, um país devastado por anos de guerra civil.

O Iêmen tem enfrentado uma crise humanitária severa, agravada pela guerra civil iniciada em 2014. A intervenção de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita em 2015 visava restaurar o governo internacionalmente reconhecido, mas o conflito se arrasta, com os houthis mantendo controle sobre áreas estratégicas. A inclusão de um ataque israelense neste cenário complexo levanta preocupações sobre a internacionalização do conflito e o potencial para um envolvimento mais direto de potências regionais.

A morte do primeiro-ministro houthi ocorre em um momento de crescente instabilidade no Oriente Médio, com o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza gerando repercussões em toda a região. Os houthis já demonstraram apoio aos palestinos, realizando ataques de drones e mísseis contra Israel e interferindo na navegação marítima no Mar Vermelho. Este último ataque, se confirmado como israelense, pode ser visto como uma resposta a essas ações e uma demonstração de força por parte de Israel em relação aos seus adversários regionais.