Previsão de Chuvas para o Ceará em 2026: Funceme Indica Cenário Variável
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou suas projeções para o regime de chuvas no Ceará referentes ao primeiro trimestre de 2026. Segundo o órgão, o estado apresenta condições em que a probabilidade de chuvas ficarem abaixo da média histórica é praticamente igual à probabilidade de ficarem dentro da média esperada. Especificamente, a Funceme aponta uma chance de 40% para precipitações dentro da normalidade climatológica, o que significa que os cearenses podem esperar um cenário hídrico em 2026 sem grandes desvios positivos ou negativos em relação ao histórico para o início do ano. Essa incerteza exige planejamento hídrico e atenção das autoridades e da população.
Paralelamente a essa projeção geral, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial para chuvas intensas em 13 municípios da região do Cariri, no sul do estado. Este alerta, embora pontual, indica um cenário de atenção para áreas específicas, onde o volume de chuva pode causar transtornos como alagamentos e deslizamentos, necessitando de medidas preventivas. A ocorrência de chuvas em 28 municípios cearenses nos últimos dias, como noticiado, reforça a dinâmica irregular das precipitações e a necessidade de monitoramento constante.
O cenário de chuvas irregulares é uma constante no Nordeste, e o Ceará, por sua localização geográfica, é particularmente sensível às variações climáticas. A análise semestral da Funceme leva em conta diversos fatores oceânicos e atmosféricos, como as temperaturas da superfície do mar no Oceano Atlântico Tropical e no Pacífico Equatorial, que influenciam diretamente os padrões de chuva na região. Essa complexidade climática torna as previsões ferramentas essenciais para a gestão de recursos hídricos, agricultura e planejamento urbano.
Diante de um quadro de incerteza quanto à quantidade de chuva, é fundamental que o governo estadual e os municípios continuem investindo em tecnologias de captação, armazenamento e reutilização da água, além de programas de conscientização sobre o uso racional. A agricultura, principal demandante de água, especialmente em um estado com forte vocação para o agronegócio, precisa estar preparada para lidar com ambas as possibilidades: tanto a escassez quanto a disponibilidade dentro da média, ajustando suas práticas e culturas conforme as previsões. A colaboração entre os órgãos meteorológicos e as defesas civis também se mostra crucial para responder de forma eficaz a eventos extremos, como os alertas de chuvas intensas.