PF determina retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão após cassação de mandato
A Polícia Federal (PF) determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, que ele ocupava antes de iniciar sua carreira política como deputado federal. A decisão ocorre logo após a conhecida perda de seu mandato parlamentar, colocando um ponto final em sua trajetória legislativa recente e abrindo um novo capítulo em sua vida profissional, revertendo a licença não remunerada que permitiu sua atuação na Câmara dos Deputados. Este movimento da PF visa restabelecer a ordem administrativa e garantir que os servidores públicos em licença para fins político-eleitorais retornem às suas funções após o término de seus mandatos, conforme as normas estabelecidas. A carreira de escrivão da PF, na qual Bolsonaro ingressou em 2006, exige formação superior e envolve atividades como a elaboração de inquéritos, termo de declarações, oitivas, e outras tarefas administrativas e investigativas cruciais para o funcionamento da instituição policial. O salário de um escrivão de polícia federal, dependendo do nível e tempo de serviço, pode variar, mas representa um retorno a uma estabilidade profissional distinta da atividade parlamentar. Ao retornar à corporação, Bolsonaro poderá ser submetido a procedimentos internos para sua reintegração e possível reavaliação de suas atribuições, considerando o tempo afastado de suas funções originais. A situação levanta questionamentos sobre o futuro de Eduardo Bolsonaro após sua saída da esfera política e a possibilidade de ele enfrentar processos administrativos por abandono de carreira, caso não retorne em conformidade com os prazos e procedimentos da PF. Seu retorno ao cargo de escrivão, embora determinado, reabre discussões sobre a relação entre a carreira pública e a atividade política no Brasil, especialmente para figuras com mandatos cassados ou que não conseguiram a reeleição, como foi o caso em eleições recentes. A comunidade política já reage à notícia, com governistas ironizando a situação e a oposição buscando entender as implicações legais e administrativas para o ex-deputado, que agora volta a vestir o uniforme da Polícia Federal e a exercer suas funções como investigador.