PCC Cria Setor de Redes Sociais e Corregedoria Interna para Fiscalizar Faccionados
A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) demonstra uma sofisticação cada vez maior em sua estrutura e métodos de controle, com a recente criação de um setor dedicado à fiscalização das redes sociais de seus membros e o estabelecimento de uma corregedoria interna. Essa iniciativa sinaliza uma evolução significativa na forma como a organização se organiza e busca manter a disciplina entre seus integrantes, abrangendo agora o universo digital. A necessidade de monitorar a conduta online dos faccionados reflete a compreensão da relevância das redes sociais como ferramenta de comunicação e, potencialmente, de exposição para atividades ilícitas ou contrárias aos interesses da facção. A criação de um “código de conduta” específico para o uso dessas plataformas reforça a ideia de um controle mais rígido e abrangente sobre seus membros. O mapeamento policial aponta para a existência de 12 “sintonias do crime”, demonstrando a complexidade e a ramificação das atividades do PCC. Essa divisão interna possivelmente organiza diferentes tipos de atuação criminosa ou áreas geográficas de influência, cada uma com suas responsabilidades e métodos operacionais. A menção a um empresário incluído no novo organograma levanta questões sobre a infiltração da facção em setores legítimos da economia, buscando não apenas recursos financeiros, mas também influência e mecanismos para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. Essa articulação entre o mundo do crime e o setor empresarial é um indicativo de maturidade e ambição da organização em expandir seus domínios para além das atividades puramente criminosas e se consolidar como um poder paralelo em diversas esferas. A corregedoria interna, por sua vez, atuará como um órgão disciplinar, punindo aqueles que desviarem das regras ou que colocarem em risco a segurança e os interesses da facção. Isso pode envolver desde a punição de vazamentos de informações até a repressão a conflitos internos que possam prejudicar a coesão do grupo. A atuação desses novos setores demonstra a capacidade de adaptação e inovação do PCC, que busca constantemente aprimorar suas estratégias para manter sua força e influência em um cenário de crescente vigilância estatal e social. A integração entre o controle offline e online, supervisionado por órgãos internos dedicados, torna o PCC ainda mais difícil de ser combatido, exigindo das autoridades uma constante atualização de suas táticas de inteligência e repressão.