Carregando agora

Orçamento 2026 Preve Salário Mínimo de R$ 1.631 e Superávit Primário

A proposta de Orçamento para 2026 apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional detalha projeções significativas para a economia brasileira. Uma das previsões mais relevantes é o aumento do salário mínimo para R$ 1.631 no próximo ano. Este valor representa um acréscimo de R$ 152 em relação ao piso atual de R$ 1.412, e busca refletir a política de valorização do trabalho e o poder de compra da população, considerando a inflação e a necessidade de garantir um rendimento digno aos trabalhadores. A equipe econômica justifica essa elevação como parte de uma estratégia para estimular o consumo e reduzir a desigualdade social, pilares importantes da agenda econômica do atual governo. O documento também revela um otimismo considerável em relação às contas públicas. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Robinson Otoni Durigan, o governo espera alcançar o melhor resultado fiscal dos últimos 15 anos. Essa perspectiva inclui a previsão de um superávit primário, que é o resultado positivo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. É notável que essa projeção de melhora fiscal ocorra em um ano eleitoral, período tradicionalmente marcado por maior pressão sobre os gastos públicos e desafios para o controle das contas. Outro ponto de destaque no Orçamento de 2026 é a destinação de expressivos R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares. As emendas são recursos que os congressistas podem indicar para projetos específicos em seus redutos eleitorais ou para áreas consideradas prioritárias. Essa alocação demonstra a importância dada ao diálogo com o Legislativo e a busca por apoio para a aprovação das propostas do Executivo, além de ser um instrumento relevante para a execução de políticas públicas descentralizadas e que atendam às demandas regionais. A confirmação de um superávit primário projetado para um ano eleitoral, como 2026, é um indicador forte da gestão fiscal adotada. Historicamente, anos de eleição tendem a apresentar déficits ou resultados primários mais modestos devido ao aumento dos gastos com programas sociais e outras iniciativas voltadas ao eleitorado. A capacidade do governo em prever um superávit, sustentado por um crescimento econômico esperado e um controle de despesas, sinaliza uma direção de responsabilidade fiscal que busca tranquilizar os mercados e garantir a sustentabilidade das finanças públicas a médio e longo prazo, mesmo diante de pressões políticas inerentes ao período eleitoral.