Brasil enfrenta onda de calor extremo com temperaturas chegando a 40°C
Uma massa de ar quente e seco tem causado um aumento expressivo nas temperaturas em diversas partes do Brasil, com destaque para o Sudeste. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro registraram nesta sexta-feira (9) o dia mais quente do ano, segundo dados de institutos de meteorologia como Metsul, CNN Brasil, Climatempo e Meteored. A situação promete continuar nos próximos dias, com a previsão de que as temperaturas atinjam até 40°C em algumas áreas do Sudeste e parte do Nordeste, estendendo-se até a terça-feira (13). Esta onda de calor não se manifesta apenas pelo aumento da temperatura do ar, mas também pela combinação com ventos fortes, o que gera uma sensação térmica ainda mais elevada, descrita metaforicamente como estar dentro de uma airfryer. O fenômeno é exacerbado pela persistência de um bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias e chuvas, mantendo o ar seco e quente sobre a região.
A persistência desse quadro meteorológico tem levantado preocupações sobre os impactos do calor extremo na saúde pública e na infraestrutura. A alta umidade do ar, embora menos esperada em cenários de calor seco, pode surgir em alguns momentos, aumentando o desconforto. Especialistas alertam para a necessidade de hidratação constante, evitação da exposição solar nos horários de pico e cuidados redobrados com grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A escassez de chuvas associada ao calor intenso também agrava o risco de incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação mais seca.
Este cenário de calor extremo é um reflexo de padrões climáticos que têm se tornado mais frequentes e intensos em diversas partes do mundo, em linha com as projeções de cientistas sobre os efeitos das mudanças climáticas. O aquecimento global eleva a frequência e a magnitude de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas e tempestades severas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) tem reiterated os alertas sobre a necessidade de ações urgentes para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e adaptar as sociedades aos impactos já em curso.
Diante da previsão de calor intenso, as autoridades de saúde e defesa civil recomendam que a população siga as orientações para minimizar os riscos. Beber bastante água, usar roupas leves e de cores claras, procurar ambientes frescos e ventilados e evitar atividades físicas extenuantes durante os períodos de maior calor são medidas essenciais. O monitoramento contínuo das condições meteorológicas é fundamental para que as populações possam se preparar e reagir adequadamente a esses eventos, buscando proteger a saúde e a segurança de todos.