Netanyahu se reunirá com Trump nos EUA para discutir o Irã e a política regional
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que viajará para os Estados Unidos nesta semana para um encontro com o presidente Donald Trump. A reunião, agendada para quarta-feira em Washington, terá como foco principal a política dos Estados Unidos em relação ao Irã, especialmente no que diz respeito ao seu programa nuclear e à sua influência desestabilizadora no Oriente Médio. Israel tem sido vocal em sua oposição ao acordo nuclear iraniano, e Netanyahu tem buscado ativamente pressionar a administração Trump por uma postura mais firme e linha dura nas negociações e sanções contra o país persa. Esta conversa ocorre em um contexto de crescentes preocupações com as atividades iranianas e seus aliados regionais, além da recente escalada de tensões com o envolvimento de proxies e ataques a infraestruturas. A administração Trump, por sua vez, tem demonstrado uma abordagem semelhante à de Israel em relação ao Irã, retirando-se do acordo nuclear de 2015 e reimpondo sanções severas. No entanto, os detalhes específicos sobre a estratégia futura e a coordenação entre os dois países serão temas cruciais a serem abordados durante o encontro. As expectativas são de que Netanyahu reitere a necessidade de ações contundentes para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e para conter seu expansionismo regional, que afeta diretamente a segurança de Israel. Este diálogo entre os líderes de duas nações aliadas é de extrema importância para a estabilidade do Oriente Médio. Trump e Netanyahu compartilharão visões sobre como gerenciar a ameaça iraniana, que se manifesta através de seu programa de mísseis balísticos, apoio a grupos como Hezbollah e Hamas, e sua presença militar em países como Síria e Iêmen. A possibilidade de uma nova coordenação de esforços para neutralizar essas ameaças será um ponto central da pauta. Além do Irã, é provável que outros temas de interesse mútuo sejam discutidos, como os esforços de paz entre israelenses e palestinos, e a crescente presença chinesa na região. A capacidade de Israel de defender seus interesses de segurança e de manter sua superioridade militar qualitativa em face de ameaças regionais também pode ser um tópico abordado. A postura dos Estados Unidos em relação a esses assuntos é fundamental para a estratégia de defesa israelense.