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Moraes Nega Prisão Domiciliar a Bolsonaro Citando Saúde e Quadro Político

O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão, publicada nesta quarta-feira, baseia-se em uma análise multifacetada que considera tanto a condição de saúde do ex-chefe do Executivo quanto um cenário político delicado. Segundo fontes próximas ao processo, Moraes teria ponderado que conceder a prisão domiciliar, neste momento, poderia ser interpretado como um sinal de fraqueza ou, pior, como uma concessão que poderia alimentar narrativas de revanchismo e instabilidade, exacerbando as tensões já existentes no ambiente político brasileiro. A preocupação com o bem-estar físico de Bolsonaro foi reconhecida pelo ministro, que enfatizou a necessidade de que ele receba os cuidados médicos adequados, mas ressaltou que tais cuidados podem ser providenciados sob a custódia atual, sem a necessidade de alteração para prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou sobre o caso, e sua opinião foi considerada na análise ministerial. As reações dos filhos de Bolsonaro, Flávio, Carlos e Eduardo, não tardaram e foram veementes. As declarações, em especial de Carlos Bolsonaro, foram marcadas por críticas severas ao ministro Moraes, acusando-o de abuso de poder e de colocar em risco a integridade física do ex-presidente. Tais manifestações evidenciam a polarização política que cerca o caso e a profundidade do embate entre os poderes. Este desdobramento jurídico ocorre em meio a investigações que apuram a participação de Bolsonaro em supostos atos antidemocráticos e a articulação de uma tentativa de golpe. A manutenção da prisão na Superintendência da PF, e a negativa da prisão domiciliar, sinalizam a firmeza da corte em prosseguir com as apurações, buscando, ao mesmo tempo, gerenciar as complexas ramificações políticas e sociais que emanam dessas decisões judiciais.