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Ministério da Saúde Decide Não Incorporar Vacina contra Herpes-Zóster ao SUS

O Ministério da Saúde anunciou a decisão de não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS) neste momento. A notícia gerou reações negativas, especialmente de entidades de saúde e da população idosa, que são o principal público-alvo da doença. O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma reativação do vírus da catapora, que pode causar dores intensas e complicações, como a nevralgia pós-herpética, um quadro de dor crônica que pode persistir por meses ou anos. A vacina disponível no mercado privado tem se mostrado eficaz na prevenção da doença e na redução de sua gravidade. A exclusão da lista do SUS levanta preocupações sobre o acesso equitativo à saúde, uma vez que o custo da vacina no setor privado, estimado em cerca de R$ 1.600, torna-a inacessível para muitos cidadãos, especialmente os idosos que já possuem um orçamento limitado. Esta situação pode levar a um aumento na incidência da doença entre os mais vulneráveis, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde com o tratamento das complicações. O debate sobre a incorporação de novas vacinas ao SUS é complexo e envolve a avaliação de custo-efetividade, a disponibilidade de recursos e as prioridades de saúde pública. No entanto, a ausência de uma medida preventiva tão significativa para uma parcela expressiva da população idosa levanta questões sobre o planejamento de longo prazo e a abordagem proativa na gestão da saúde pública brasileira. A comunidade médica e os pacientes esperam que haja uma reavaliação dessa decisão e que a vacina contra herpes-zóster possa se tornar mais acessível no futuro, garantindo a proteção de mais brasileiros contra essa condição debilitante.