Matchá: A Ciência por Trás da Popularidade e Benefícios do Chá Verde em Pó
O matchá, uma forma pulverizada de chá verde, tem ganhado destaque global, atraindo consumidores por seus potenciais benefícios à saúde e seu sabor único. A elevação nos preços do chá verde em garrafa, em parte impulsionada pela demanda crescente por matcha, reflete a mudança nas preferências de consumo e a valorização deste produto. Essa tendência global não só abre espaço para o consumo, mas também fomenta a agricultura de nicho no Brasil, como observado em discussões recentes no Agrishow, destacando o potencial econômico para produtores locais.
A ciência tem investigado a fundo os compostos bioativos presentes no matchá, como as catequinas (principalmente a epigalocatequina galato – EGCG) e a L-teanina. Estudos sugerem que a EGCG é um poderoso antioxidante, com potencial para combater danos celulares e reduzir o risco de doenças crônicas. A L-teanina, por sua vez, é conhecida por suas propriedades relaxantes e por melhorar o foco e a atenção, o que pode explicar a sensação de calma alerta associada ao consumo de matchá, diferenciando-o de outras bebidas cafeinadas.
Além dos antioxidantes e aminoácidos, o processo de cultivo do chá para matchá, que envolve sombreamento das plantas antes da colheita, aumenta a concentração de clorofila e nutrientes na folha. Essa prática resulta em um pó de cor verde vibrante e um perfil nutricional mais rico em comparação com o chá verde tradicional. A ingestão da folha inteira, pulverizada, significa que os consumidores absorvem uma quantidade maior de todos os componentes benéficos, em vez de apenas a infusão.
O impacto do matchá vai além do bem-estar individual, influenciando também o agronegócio. A crescente popularidade do matchá incentiva o desenvolvimento de cadeias produtivas especializadas e de alta qualidade. Produtores brasileiros que investem em técnicas de cultivo e processamento adequadas podem se beneficiar dessa oportunidade de mercado, diversificando sua produção e agregando valor. A adaptação de culturas e a exploração de microclimas favoráveis no Brasil são essenciais para atender à demanda global por um produto premium e de origem controlada.