Tensão no Caribe: Maduro mobiliza Exército diante de avanço naval dos EUA
A Venezuela, sob a liderança de Nicolás Maduro, intensificou a mobilização de suas Forças Armadas em resposta ao que descreve como um crescente cerco naval orquestrado pelos Estados Unidos no Caribe. A presença de navios de guerra americanos, incluindo um navio de mísseis que transitou pelo Canal do Panamá, tem gerado grande apreensão no governo venezuelano, que vê tais ações como um prenúncio de possível intervenção militar. Analistas apontam que a estratégia americana, alinhada à pressão para a saída de Maduro do poder, pode estar evoluindo de sanções econômicas para uma demonstração mais ostensiva de força, visando pressionar o regime de forma direta. O Kremlin, por sua vez, já manifestou preocupação com a escalada de tensões e alertou sobre as consequências de uma eventual ação militar na região, historicamente sensível a intervenções estrangeiras. A diplomacia venezuelana buscou o apoio das Nações Unidas, solicitando que a organização exija a retirada das embarcações americanas de águas próximas à sua costa, em uma tentativa de conter a escalada e buscar uma solução pacífica por meio de foros internacionais. A Guarda Costeira dos EUA, no entanto, mantém a rota de suas embarcações em águas internacionais, argumentando que as operações são rotineiras e não representam ameaça direta à soberania venezuelana, embora a proximidade e o tipo de equipamento empregado sejam fator de grande preocupação para Caracas. A sociedade venezuelana acompanha atentamente os desdobramentos, ciente de que a instabilidade regional pode ter impactos significativos em seu já fragilizado cenário social e econômico. As próximas semanas prometem ser cruciais para a definição do curso das relações entre Venezuela e Estados Unidos, em um cenário onde a retórica beligerante e as movimentações militares ganham destaque.