Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica
Laura Fernández, uma politóloga com uma trajetória marcada por posições conservadoras, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo, alcançando a vitória no primeiro turno em uma eleição que sinaliza uma forte guinada à direita no país. Sua campanha, focada em temas como segurança pública e disciplina fiscal, ressoou com uma parcela significativa do eleitorado costarriquenho, que busca respostas para desafios econômicos e sociais. A vitória de Fernández é vista como um reflexo de um sentimento mais amplo de descontentamento com as políticas tradicionais e uma busca por abordagens mais firmes e pragmáticas na gestão pública. A eleição de Fernández também ocorre em um contexto regional de ascensão de lideranças de direita, o que pode reforçar a influência de países como os Estados Unidos na América Central e no Caribe. Sua postura em relação à política externa e à cooperação regional será observada de perto, especialmente no que diz respeito a questões como migração, comércio e segurança. Inspirada em lideranças como Nayib Bukele, de El Salvador, Fernández promete uma abordagem mais robusta no combate à criminalidade e na gestão da economia. Sua plataforma inclui propostas de austeridade fiscal, reformas no sistema de justiça e um foco acentuado na atração de investimentos estrangeiros, visando estimular o crescimento econômico do país. A nova presidente assume o cargo em um momento crucial para a Costa Rica, que enfrenta desafios como a recuperação econômica pós-pandemia, a gestão da dívida pública e a manutenção de seus avançados indicadores sociais. A expectativa é que seu governo priorize a implementação de suas promessas de campanha, buscando equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação do estado de bem-estar social que caracteriza o país.