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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa no valor de R$ 2,5 milhões à Petrobras em resposta a um vazamento de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A notificação oficial foi recebida pela estatal, que agora tem prazos para recorrer da decisão ou efetuar o pagamento. O incidente ocorreu durante atividades de perfuração exploratória, levantando questões sobre os protocolos de segurança e a avaliação de riscos em áreas ambientalmente sensíveis, como a região da foz do Rio Amazonas. A declaração de Ibama aponta falhas que teriam contribuído para a liberação de hidrocarbonetos no ecossistema marinho .

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que também investigou o caso, fortes correntes marítimas na região podem ter influenciado a dispersão do material vazado, minimizando a percepção inicial do volume liberado. No entanto, a agência determinou que a Petrobras cumpra requisitos específicos para que as atividades de perfuração no Bloco 59, onde ocorreu o incidente, possam ser retomadas. A ANP declarou ainda que, em sua avaliação preliminar, o impacto ambiental foi minimizado, uma afirmação que gera debate entre ambientalistas e a comunidade científica . Greenpeace, por exemplo, tem expressado preocupação com os riscos inerentes à exploração petrolífera nessa localidade .

Este evento reacende o debate sobre a exploração de petróleo em áreas de alta relevância ecológica e biodiversidade, como é o caso da Foz do Amazonas. A região abriga ecossistemas únicos e é rota de importantes espécies marinhas, o que eleva o nível de atenção para qualquer atividade que possa representar risco de contaminação. A decisão do Ibama e as exigências da ANP refletem um esforço regulatório para mitigar danos futuros, embora a eficácia e a suficiência dessas medidas sejam frequentemente questionadas por organizações da sociedade civil .

A Petrobras, por sua vez, tem se defendido argumentando que segue os mais altos padrões de segurança e que o incidente foi isolado e rapidamente controlado. A empresa também ressalta investimentos em tecnologias e monitoramento ambiental para prevenir e responder a eventos como este. A multa e as condições impostas pela ANP servirão como um caso de estudo para avaliar a capacidade de resposta e a resiliência dos órgãos fiscalizadores e da própria indústria petrolífera diante de desafios ambientais complexos em áreas de margem continental e alta sensibilidade ecológica .