Houthis do Iêmen confirmam morte de seu primeiro-ministro em ataque israelense
O governo Houthi do Iêmen confirmou a morte de seu primeiro-ministro, identificado como Abdulaziz bin Habtour, em um ataque aéreo atribuído a Israel. O incidente ocorreu na capital Iemenita, Sanaa, na quinta-feira, e as autoridades Houthi denunciaram o ato como uma clara violação da soberania e um ataque deliberado a um líder político. Este evento adiciona mais uma camada de complexidade ao já volátil conflito na região do Oriente Médio, intensificando as tensões entre os rebeldes Houthi e Israel, ambos com implicações mais amplas em disputas geopolíticas regionais. A confirmação da morte do primeiro-ministro eleva o nível de alerta e pode desencadear novas reações do grupo, que controla grande parte do território do Iêmen e tem mantido uma postura de forte opositor a Israel e seus aliados regionais. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, com preocupações sobre uma possível escalada do conflito e o impacto humanitário adicional sobre a população iemenita, que já sofre com anos de guerra civil e crise humanitária severa. Este episódio ocorre em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio, com o conflito Israel-Hamas dominando as manchetes e as relações diplomáticas globais. Os Houthis, que frequentemente realizam ataques de drones e mísseis contra Israel e navios de navegação no Mar Vermelho em apoio aos palestinos, agora se encontram no centro de uma nova escalada direta, respondendo a um ataque que alegam ter sido perpetrado por forças israelenses. A alegação de um ataque direcionado a um líder político de alto escalão como o primeiro-ministro sinaliza uma possível mudança de tática ou um recrudescimento nas hostilidades. A morte de bin Habtour representa um golpe significativo para a estrutura de liderança Houthi, podendo gerar um vácuo de poder ou levar à nomeação de um sucessor em um momento crítico. A repercussão deste evento no Iêmen e na região mais ampla será crucial para entender as futuras movimentações políticas e militares dos Houthis e de seus adversários. A situação no Iêmen, que já era de profunda crise humanitária, pode se agravar ainda mais com esta nova onda de violência, afetando o acesso a ajuda e bens essenciais para milhões de pessoas já vulneráveis.