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Governo Zema Reduz drasticamente verba de prevenção contra chuvas em Minas Gerais

A gestão de Romeu Zema em Minas Gerais tem sido marcada por uma drástica redução nos investimentos em prevenção contra desastres naturais, especificamente os impactos das chuvas. Em um período de apenas dois anos, a verba destinada a essa área crucial para a segurança da população despencou de R$ 135 milhões para a modesta quantia de R$ 6 milhões. Essa diminuição alarmante de 96% levanta sérias preocupações sobre a capacidade do estado de lidar com eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes e intensos em um cenário de mudanças climáticas.

As consequências dessa política de corte orçamentário já são visíveis em diversas cidades mineiras. Municípios como Juiz de Fora e Ubá têm sofrido intensamente com inundações e deslizamentos, resultando em perdas materiais significativas, desalojamento de famílias e, em alguns casos, tragédias humanas. A redução da verba em Minas Gerais contrasta com a urgência de se investir em infraestrutura de drenagem, sistemas de alerta precoce e planos de contingência eficazes. A falta de recursos comprometidos com a prevenção pode transformar chuvas de intensidade moderada em verdadeiros desastres, gerando um custo social e econômico muito maior a longo prazo do que o investimento inicial em medidas preventivas.

Historicamente, a gestão de desastres naturais no Brasil, e em Minas Gerais, tem sido um desafio. A frequência e a severidade de eventos como enchentes e deslizamentos têm aumentado nas últimas décadas, impulsionadas tanto por fatores climáticos quanto pela ocupação desordenada de áreas de risco. Um orçamento robusto para prevenção e mitigação é fundamental não apenas para proteger vidas e propriedades, mas também para garantir a continuidade das atividades econômicas e sociais nas regiões afetadas. A decisão de reduzir drasticamente os recursos para prevenção, portanto, parece ir na contramão das lições aprendidas com desastres passados.

A situação atual exige uma reavaliação urgente das prioridades por parte do governo estadual. É imperativo que a verba destinada à prevenção e combate aos impactos das chuvas seja reestabilizada e aumentada, garantindo que o estado de Minas Gerais esteja minimamente preparado para enfrentar os desafios impostos pela natureza. A segurança e o bem-estar da população devem ser a prioridade máxima, e investimentos em infraestrutura resiliente e em políticas de gestão de risco são essenciais para mitigar os efeitos devastadores das chuvas e garantir um futuro mais seguro para todos os mineiros.