Giovanna Lancellotti Desfila pela Beija-Flor Exaltando o Candomblé, Samba Enredo Celebra a Religião Afro-Brasileira
A atriz Giovanna Lancellotti teve a honra de abrir o desfile da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis na Marquês de Sapucaí, vestida como uma divindade, para exaltar a força e a ancestralidade do Candomblé. A escolha da temática, que celebra o maior Candomblé de rua do mundo, um sincretismo religioso que une elementos africanos e católicos, promete emocionar e conscientizar o público sobre a importância da cultura afro-brasileira. A agremiação investiu uma quantia expressiva, superior a R$ 1 milhão, na construção de carros alegóricos gigantes e fantasias luxuosas, com destaque para uma representação imponente de Iemanjá, a rainha do mar, que se tornou o centro das atenções. A Beija-Flor busca repetir o feito do ano anterior e conquistar o bicampeonato, apresentando um espetáculo de luxo, beleza e profundo significado cultural. A temática do Candomblé na Beija-Flor não é apenas um festejo, mas um ato de reconhecimento e valorização de uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais do Brasil. O sincretismo religioso, presente no Candomblé, é um reflexo da histórica relação entre as culturas africanas e europeias em solo brasileiro, moldando identidades e tradições que perduram até hoje. A representação de Iemanjá, uma Orixá de grande reverência no panteão Candomblecista, simboliza a fertilidade, a maternidade e a serenidade, elementos que a escola de samba buscou transmitir em sua apresentação. A alegoria central, dedicada à força de Iemanjá, foi projetada para ser um marco na história dos desfiles, com detalhes intrincados e um impacto visual grandioso, refletindo o investimento e o cuidado da agremiação em apresentar uma visão autêntica e respeitosa da religião. A busca pelo segundo título consecutivo demonstra a ambição e a dedicação da comunidade da Beija-Flor, que se empenha em oferecer cada vez mais um carnaval de excelência técnica e relevância social e cultural. Além da Beija-Flor, outras escolas também trouxeram narrativas que celebram a cultura afro-brasileira, como a Unidos da Tijuca, que homenageou a escritora Carolina Maria de Jesus, reforçando a crescente presença dessas temáticas no carnaval carioca e a importância de se dar voz e visibilidade a figuras e tradições essenciais para a identidade nacional.