Exército Sírio Afirma Controle Total de Aleppo Após Expulsão de Curdos; Milicianos Negam
O Exército sírio anunciou ter recuperado o controle do último reduto curdo na cidade de Aleppo, um marco significativo em seu avanço territorial. A declaração sugere a expulsão de milicianos curdos de um bairro estratégico, consolidando a presença das forças governamentais na importante metrópole do norte. Esta alegada vitória militar, se confirmada, representaria um revés para as forças curdas, que têm desempenhado um papel crucial no combate contra grupos extremistas na Síria. A narrativa do exército destaca o sucesso de sua operação e a restauração da ordem em Aleppo. No entanto, a versão dos fatos apresentada pelas milícias curdas diverge significativamente. Elas negam ter sido completamente expulsas, afirmando que alguns combatentes ainda se encontram na cidade ou estariam em processo de retirada estratégica, mas que a afirmação de controle total pelo exército sírio é exagerada. Essa contradição levanta dúvidas sobre a extensão real do controle territorial alcançado pelo governo sírio e acentua a complexidade do conflito em andamento. A disputa por narrativas é comum em zonas de conflito, e a verificação independente dos fatos se torna um desafio. A escalada da tensão na região foi evidenciada por relatos de bombardeios do exército sírio contra alvos curdos em Aleppo. Esses ataques sugerem um aprofundamento do confronto entre as forças sírias e curdas, em um momento em que ambas as partes têm sido aliadas informais contra o Estado Islâmico e outros grupos. A desconfiança mútua e a busca por hegemonia territorial parecem estar moldando a dinâmica atual, tornando a coexistência e a cooperação ainda mais improváveis. A situação em Aleppo, cidade que sofreu imensamente com a guerra civil síria, continua sendo um ponto nevrálgico do conflito. A disputa pelo controle de bairros e infraestruturas estratégicas reflete as complexas alianças e rivalidades que definem o cenário sírio. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, com preocupações sobre o bem-estar da população civil e a possibilidade de novas ondas de violência, impactando a já frágil estabilidade da região e influenciando as negociações de paz.