Eduardo Bolsonaro busca manter cargo na PF e reavalia retorno ao Brasil
Eduardo Bolsonaro, atualmente em missão oficial no exterior, vê seu vínculo com a Polícia Federal (PF) ser formalmente reativado após o término de seu último mandato como deputado federal. A vinculação à delegacia da PF no litoral do Rio de Janeiro reacende a discussão sobre sua carreira como escrivão, cargo que ocupa desde 2013. Segundo informações divulgadas, o salário de um escrivão da PF pode ultrapassar os R$ 12.000,00, dependendo da classe e tempo de serviço, o que representa um atrativo financeiro significativo.
A declaração de que Eduardo Bolsonaro não tem condições de voltar ao Brasil levanta questionamentos sobre os motivos e implicações de sua permanência no exterior. Como servidor público, a ausência prolongada do país sem justificativa legalmente aceita pode gerar consequências administrativas. Seu posicionamento sugere uma prioridade em manter o cargo na PF, o que se alinha com a busca por estabilidade profissional e financeira, apesar de seu envolvimento na política.
Com a ausência de mandato parlamentar, a legislação prevê o retorno de servidores públicos cedidos a cargos eletivos às suas funções de origem. No caso de Eduardo Bolsonaro, isso significa reassumir suas atividades na Polícia Federal. Essa situação o coloca em uma posição delicada, pois deve conciliar suas aspirações políticas com as obrigações de sua carreira no serviço público, um equilíbrio que tem se mostrado desafiador.
O debate em torno de sua permanência no cargo e a possibilidade de renúncia ou retorno ao Brasil reflete as complexidades da intersecção entre vida pública e privada para figuras políticas. A decisão final de Eduardo Bolsonaro sobre seu futuro profissional e sua ligação com o país certamente continuará a ser acompanhada de perto pela mídia e pela opinião pública, gerando desdobramentos sobre sua trajetória e imagem pública.