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Duração da Caminhada Importa Mais que o Número de Passos; Confira o Tempo Ideal

Uma nova pesquisa publicada no renomado journal de cardiologia revela que a duração total do exercício durante o dia pode ser um indicador mais preciso de benefícios cardiovasculares do que simplesmente contar o número de passos. Tradicionalmente, a recomendação de 10.000 passos diários tem sido um mantra popular para um estilo de vida ativo. No entanto, este estudo aponta para uma mudança de paradigma, sugerindo que focar na consistência do tempo em movimento é fundamental. A implicação é que pessoas que realizam caminhadas mais longas e contínuas, mesmo que o total de passos não atinja a marca dos 10.000, podem estar colhendo maiores vantagens para a saúde do coração e a longevidade. A modalidade e a intensidade dos passos também são fatores secundários a serem considerados, mas a duração se destaca como o principal componente para otimizar os resultados.

Ao longo de anos, a contagem de passos foi amplamente promovida como uma métrica acessível e motivacional para o sedentarismo. Dispositivos vestíveis como smartwatches e pulseiras fitness facilitaram a monitorização dessa meta. Contudo, a ciência da atividade física está em constante evolução, e novas evidências emergem. Os pesquisadores analisaram dados de milhares de participantes, monitorando tanto o número de passos quanto o tempo investido em atividade física moderada a vigorosa. Os resultados indicaram que um tempo mínimo de 30 a 40 minutos de caminhada contínua por dia estava associado a uma redução significativa no risco de doenças cardiovasculares, independentemente da quantidade total de passos acumulados em outras atividades menos intensas ao longo do dia. Isso significa que uma caminhada vigorosa de 30 minutos pode ser mais benéfica do que a soma de várias caminhadas curtas e fragmentadas que juntas totalizem um número maior de passos.

Essa descoberta tem implicações práticas importantes para a população em geral. Em vez de se fixar em atingir um número elevado de passos, o foco pode ser direcionado para a incorporação de blocos de tempo dedicados à caminhada em nossa rotina diária. Isso pode incluir uma caminhada matinal mais longa, um passeio mais extenso no horário de almoço, ou uma atividade pós-jantar. A qualidade do movimento, ou seja, a intensidade e a continuidade, parece ser um fator mais determinante para a melhora da saúde do que a mera quantidade de deslocamentos. Portanto, é aconselhável priorizar caminhadas que permitam manter uma frequência cardíaca elevada por um período razoável, contribuindo para o fortalecimento do sistema cardiovascular e a queima calórica eficiente.

A recomendação ideal, com base nesses achados, seria buscar acumular pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica moderada, como a caminhada, na maioria dos dias da semana. O ideal é que esses minutos sejam contínuos para maximizar os benefícios cardiovasculares. Para aqueles que têm dificuldade em dedicar um bloco único de tempo, combinar sessões mais curtas de 10 a 15 minutos pode ser uma alternativa, mas a pesquisa sugere que a persistência e a duração prolongada de cada sessão são superiores. É essencial lembrar que qualquer atividade física é melhor do que nenhuma, e adaptar as recomendações à realidade individual é a chave para um estilo de vida mais saudável e sustentável. Consultar um profissional de saúde ou educação física pode ajudar a personalizar um plano de exercícios que atenda às necessidades e objetivos de cada pessoa.