Dançar reduz em 76% o risco de demência, revela estudo inédito
Um estudo inovador publicado recentemente sugere que a prática regular da dança pode reduzir drasticamente o risco de desenvolver demência, com uma margem impressionante de 76%. Esta descoberta reforça a antiga sabedoria sobre os benefícios da atividade física para a saúde cerebral, posicionando a dança como uma ferramenta poderosa na luta contra o declínio cognitivo associado ao envelhecimento. A pesquisa analisou dados de um grande grupo de participantes ao longo de vários anos, correlacionando a frequência e o tipo de atividades de lazer com a incidência de diagnósticos de demência, como a doença de Alzheimer. Os resultados foram claros: aqueles que se envolviam regularmente em dança apresentaram uma incidência significativamente menor da condição, sugerindo um efeito protetor notável. A complexidade da dança é um fator chave para seus benefícios cognitivos. A atividade exige não apenas movimento físico, mas também uma coordenação motora fina, memorização de passos, adaptação a ritmos variados e interação social em muitos casos. Essa combinação de estímulos físicos e mentais cria uma rede neural robusta, fortalecendo as conexões cerebrais e promovendo a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões. Essa plasticidade é fundamental para manter a função cognitiva ao longo da vida e para compensar danos causados por doenças neurodegenerativas. Comparada a outras atividades estimulantes, como palavras cruzadas ou leitura, a dança parece oferecer um pacote mais completo de benefícios. Um especialista em longevidade destacou que a natureza multidisciplinar da dança, integrando aspectos cognitivos, motores e sociais, a torna particularmente eficaz. Enquanto palavras cruzadas exercitam principalmente a memória e o raciocínio lógico, a dança engloba esses aspectos e adiciona a dimensão física e a consciência espacial, além de, em aulas em grupo, promover o engajamento social, outro fator crucial para a saúde mental e para a prevenção do isolamento. Além da proteção contra a demência, a dança e a música em geral têm um impacto profundo na saúde mental. Estudos demonstram que a música pode aliviar o estresse, reduzir a ansiedade e a depressão, e melhorar o humor. O ato de dançar libera endorfinas, os neurotransmissores do bem-estar, proporcionando uma sensação de felicidade e relaxamento. Para os idosos, em particular, a dança pode ser um meio de manter a independência, melhorar o equilíbrio e a mobilidade, e enriquecer a vida social, combatendo a solidão e promovendo um envelhecimento mais ativo e saudável. Investir em aulas de dança, seja em salões, academias ou mesmo em casa com vídeos, pode ser um passo significativo para garantir uma mente mais saudável e uma vida mais longa e plena.