Coreia do Norte ameaça destruir Coreia do Sul e Kim Jong-un promete expandir arsenal nuclear
A Coreia do Norte emitiu um alerta severo, declarando que pode ‘destruir completamente’ a Coreia do Sul caso se sinta ameaçada. Este aviso, que agrava a já volátil situação na península coreana, vem em um momento de reorientação da política externa dos Estados Unidos, com Donald Trump voltando sua atenção para o Irã. A retórica beligerante de Pyongyang sob a liderança de Kim Jong-un reflete uma estratégia de intimidação e busca por reconhecimento internacional como potência nuclear, um objetivo que ele expressou recentemente, condicionando a possibilidade de uma boa relação com os EUA ao reconhecimento dessa condição. Essa postura nuclear é acompanhada por um plano declarado de expandir o arsenal nuclear do país, sinalizando uma escalada na corrida armamentista regional. A política de Kim Jong-un em relação ao exterior parece, portanto, focada em fortalecer a capacidade militar e pressionar pela aceitação de seu status nuclear no cenário global, utilizando a ameaça militar como ferramenta de negociação e dissuasão. Paralelamente a essa política de força, observa-se um movimento estratégico dentro do regime, com a ascensão da irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong, a um papel de destaque na diplomacia norte-coreana. Sua promoção sugere uma tentativa do regime de afinar sua imagem e abordagem em negociações internacionais, buscando talvez uma fachada mais acessível ou uma voz mais consolidada em assuntos de Estado. A participação ativa de Kim Yo-jong na esfera diplomática pode indicar uma estratégia de longo prazo para o regime, combinando a firmeza militar com uma diplomacia mais articulada, visando navegar as complexas relações internacionais e assegurar a sobrevivência e influência do país. A dinâmica entre a ameaça militar, a expansão nuclear e a diplomacia emergente, com a crescente influência de figuras como Kim Yo-jong, compõe um cenário desafiador e incerto para a paz e a segurança na região Ásia-Pacífico, exigindo atenção constante da comunidade internacional e de seus vizinhos diretos. A Coreia do Norte, sob a batuta de Kim Jong-un e com um crescente papel de sua irmã, demonstra uma abordagem multifacetada para garantir sua posição, mesclando a força militar com manobras diplomáticas cada vez mais sofisticadas, em busca de um reconhecimento que legitime seu poderio e sua sobrevivência no complexo tabuleiro geopolítico mundial. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos e a possível evolução dessa estratégia, que pode moldar o futuro da segurança regional e global.