CNTE e APP-Sindicato Cobram Ação Urgente do MEC para Reajuste Justo do Piso do Magistério
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Sindicato Mestre (APP-Sindicato) emitiram um comunicado urgente ao Ministério da Educação (MEC), exigindo uma ação imediata para definir um critério de atualização para o piso salarial do magistério que promova a valorização da categoria. A insatisfação reside no fato de que o reajuste previsto para este ano, estimado em menos de 1%, está aquém da inflação acumulada, o que impacta diretamente o poder de compra dos docentes.
O debate em torno do piso do magistério se intensifica em um cenário de ano eleitoral, onde a educação costuma figurar como pauta central. Parlamentares e entidades sindicais demonstram preocupação com o baixo percentual de reajuste, visto como um retrocesso em vez de um avanço na carreira docente. A falta de consenso sobre os índices e a metodologia de cálculo tem sido um entrave, gerando expectativas de uma possível decisão unilateral por parte do MEC, que, segundo informações, contemplaria um aumento insignificante.
As entidades representativas dos professores argumentam que a desvalorização salarial se soma a outros desafios enfrentados pela profissão, como a sobrecarga de trabalho, a falta de infraestrutura adequada nas escolas e a violência no ambiente escolar. Um piso salarial digno e atrelado a índices que reflitam a realidade econômica seria um passo fundamental para atrair e reter talentos na docência, além de reconhecer a importância crucial desses profissionais para o desenvolvimento do país.
Nesse contexto, a CNTE e o APP-Sindicato buscam dialogar com o MEC para que a atualização do piso do magistério não seja apenas um número em um documento, mas sim um reflexo concreto do reconhecimento da relevância da educação e dos seus educadores. A expectativa é que o Ministério da Educação reavalie sua posição e proponha um índice que, de fato, contemple as necessidades da categoria e contribua para a melhoria da qualidade do ensino público no Brasil, evitando assim mais um ano de desestímulo e protestos.