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China registra menor taxa de natalidade da história e enfrenta crise demográfica

A China enfrenta uma crise demográfica sem precedentes, com a taxa de natalidade registrando o nível mais baixo desde que os registros começaram em 1949. Em 2024, o país testemunhou uma queda significativa no número de nascimentos, que contribuiu para a quarta declinação consecutiva da população total. Essa tendência alarmante levanta sérias preocupações sobre o futuro econômico e social do país, que por décadas foi reconhecido por sua vasta força de trabalho jovem. A queda na natalidade é um fenômeno multifacetado, influenciado por fatores como o alto custo de vida nas cidades, a ascensão da educação feminina com consequente atraso na maternidade e a mudança de prioridades entre as novas gerações, que buscam mais realização pessoal do que famílias numerosas. A política do filho único, embora relaxada, deixou cicatrizes culturais e econômicas difíceis de reverter, com muitos casais optando por ter apenas um filho ou nenhum. As implicações dessa crise demográfica são vastas, incluindo um envelhecimento acelerado da população, o que pressiona os sistemas de previdência social e de saúde. Além disso, a diminuição da força de trabalho jovem pode afetar a produtividade e o crescimento econômico a longo prazo, desafiando o status da China como a segunda maior economia do mundo. O governo chinês tem buscado implementar medidas para incentivar a natalidade, como subsídios para famílias e licenças parentais mais longas, mas até agora os resultados têm sido modestos diante da magnitude do desafio. A adaptação a essa nova realidade demográfica exigirá profundas reformas estruturais e mudanças culturais significativas para garantir a sustentabilidade e o bem-estar social da nação nas próximas décadas.