China Critica EUA por Apreensão de Petroleiro Venezuelano e Defende Livre Comércio
A China manifestou forte desaprovação à recente apreensão de um petroleiro venezuelano pela Marinha dos Estados Unidos, considerando a medida como um ato de intimidação e uma violação dos princípios do comércio internacional. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, declarou que Pequim se opõe resolutamente às sanções unilaterais e à jurisdição de longo alcance impostas pelos EUA. Segundo a China, tais ações prejudicam a estabilidade da cadeia de suprimentos global e não contribuem para a resolução pacífica de disputas ou para a prosperidade econômica. Este incidente se insere em um contexto de intensas sanções americanas contra a Venezuela, visando pressionar o regime de Nicolás Maduro, o que tem gerado dificuldades econômicas significativas para o país sul-americano. A apreensão do navio, que transportava cerca de 11 milhões de barris de petróleo, evidencia as táticas adotadas pelos EUA para dificultar a exportação de petróleo venezuelano, principal fonte de receita do país, e, por conseguinte, impactar o governo de Maduro e seus aliados. A imprensa venezuelana tem relatado que o país já enfrenta uma escassez de dólares, impactando sua capacidade de realizar transações internacionais e adquirir bens essenciais. A apreensão do petroleiro também lança luz sobre as rotas comerciais resilientes que o governo venezuelano estabeleceu, inclusive com Cuba, demonstrando a persistência de comércio entre os dois países, mesmo sob o regime de sanções americanas. A Venezuela, que historicamente foi um grande produtor e exportador de petróleo, tem visto sua indústria petroleira declinar drasticamente nas últimas décadas devido a uma combinação de má gestão, falta de investimento e as sanções internacionais. A estratégia dos EUA, de intervir e apreender embarcações supostamente ligadas a atividades sob sanção, reflete uma postura cada vez mais assertiva na aplicação de suas políticas externas e de segurança energética. A China, por sua vez, tem se posicionado como defensora do multilateralismo e do livre comércio, opondo-se a medidas coercitivas que possam prejudicar seus interesses econômicos e, ao mesmo tempo, se apresentar como um contraponto à hegemonia americana no cenário global, buscando ampliar sua influência econômica e diplomática.