Cesta Básica Nacional Volta a Subir em Dezembro, Afetando 17 Capitais
O custo da cesta básica, um indicador fundamental do poder de compra das famílias brasileiras, voltou a apresentar uma trajetória de alta em dezembro, atingindo 17 das 27 capitais do país, segundo divulgou o Dieese. Este aumento representa um peso adicional no bolso dos consumidores, especialmente em um período onde tradicionalmente as despesas familiares se elevam, como o final de ano, com festividades e potenciais gastos extras. A pesquisa abrange os principais itens que compõem a alimentação básica da população, como carnes, leite, pão, frutas, verduras, legumes e produtos de mercearia, fornecendo um panorama sobre a inflação que impacta diretamente o cotidiano de milhões de brasileiros. A saber, a cesta básica pesou mais no bolso dos moradores de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, que historicamente figuram entre as cidades com os maiores custos. Por outro lado, algumas capitais como Campo Grande apresentaram uma ligeira queda, com a cesta básica recuando 0,47% em dezembro de 2025, oferecendo um alívio pontual para parte da população. Contudo, a tendência geral revela a persistência de pressões inflacionárias que exigem atenção por parte de especialistas econômicos e formuladores de políticas públicas. O levantamento aprofunda a análise ao detalhar a variação de preços de itens individuais. Em Belo Horizonte, por exemplo, enquanto a cesta como um todo pode ter variado, nove de seus treze itens componentes apresentaram queda em 2025, indicando movimentos heterogêneos dentro do próprio conjunto de bens essenciais. Essa diversidade de comportamento de preços entre os produtos reflete diferentes dinâmicas de oferta e demanda internas e externas, além de fatores sazonais e climáticos que afetam a produção agrícola. A análise comparativa entre capitais também se mostra relevante. Porto Alegre, por exemplo, foi apontada como tendo a quinta cesta básica mais cara do Brasil, de acordo com os dados do Dieese. Essa disparidade regional nos custos de vida sublinha a complexidade do cenário econômico brasileiro e a necessidade de políticas que considerem as particularidades de cada localidade. A persistência de altas no custo da alimentação básica pode ter repercussões significativas na segurança alimentar e nutricional das populações mais vulneráveis, elevando o risco de insegurança alimentar e demandando ações sociais e econômicas mais robustas para mitigar seus efeitos. A observação contínua desses indicadores é crucial para a formulação de estratégias eficazes de controle inflacionário e de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade.