Câncer de Pênis: Quase 3 Mil Amputações em Cinco Anos no Brasil Alzam Alerta para Prevenção e Diagnóstico Precoce
Um alarmante levantamento divulgado recentemente aponta que aproximadamente 2,9 mil homens no Brasil tiveram que passar pela amputação do pênis nos últimos cinco anos, num período compreendido entre 2019 e 2023. Essa triste estatística, registrada em diversas publicações como G1, Estadão, Correio Braziliense, Conass e Estado de Minas, é majoritariamente atribuída ao câncer de pênis, uma doença que, apesar de potencialmente curável com diagnóstico e tratamento precoces, ainda impõe desafios significativos em relação à prevenção e ao acesso aos cuidados de saúde. A penectomia, cirurgia que consiste na remoção parcial ou total do órgão, é frequentemente a única alternativa terapêutica quando o câncer atinge estágios mais avançados, resultando em um impacto profundo na qualidade de vida dos pacientes, tanto em termos físicos quanto psicológicos e sociais. A alta incidência de amputações reflete uma problemática multifacetada, onde a falta de conhecimento sobre os sintomas iniciais, associada à vergonha e ao medo de buscar ajuda médica, contribui para o retardo no diagnóstico. Muitos homens negligenciam sinais como feridas persistentes, alterações na pele, secreções incomuns ou dores, atribuindo-as a infecções simples ou evitando a consulta por constrangimento. Essa demora é crucial, pois o câncer de pênis, se detectado em suas fases iniciais, pode ser tratado com métodos menos invasivos, preservando a funcionalidade do órgão e a saúde do indivíduo. É fundamental que campanhas de conscientização e ações de saúde pública abordem abertamente o câncer de pênis, desmistificando a doença e incentivando o autoexame e a procura por um urologista em caso de qualquer alteração. A higiene íntima adequada, a vacinação contra o HPV – principal fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo o de pênis –, e o uso de preservativos em relações sexuais são medidas preventivas essenciais. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento humanizado e acessível, pode reverter o quadro de amputações e melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes afetados, combatendo o estigma e fortalecendo a saúde masculina no país. A mobilização de hospitais e secretarias de saúde, como a realizada pelo Hospital Edson Ramalho para cirurgias de postectomia como medida preventiva, exemplifica a importância de abordagens proativas e integradas. A postectomia, ou circuncisão, embora não seja uma cura, pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de algumas infecções e, por consequência, de certos tipos de câncer. Contudo, a prevenção primária, focada na educação sanitária, na detecção precoce e no rastreamento, continua sendo o pilar central para combater essa doença e evitar intervenções drásticas como a amputação, promovendo a saúde e o bem-estar da população masculina brasileira.