Senador Braga diz que Mendonça disponibilizou estrutura da PF para depoimento de Vorcaro
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) informou nesta quarta-feira (24) que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, garantiu que a estrutura da Polícia Federal (PF) será colocada à disposição para o transporte de Daniel Vorcaro, diretor do Banco Master, para Brasília. Vorcaro é peça-chave nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS e teve seu depoimento marcado para o dia 7 de março, após ter seu silêncio em depoimentos anteriores considerado por alguns como um entrave para o andamento dos trabalhos legislativos. A decisão de Dino, comunicada por Braga, visa facilitar a presença de Vorcaro no Senado e, segundo o senador, demonstrar a imparcialidade e o compromisso do governo em colaborar com as apurações do Congresso Nacional, garantindo que todos os envolvidos possam prestar seus esclarecimentos de forma adequada e segura. Essa medida busca contornar possíveis dificuldades logísticas ou de segurança que pudessem impedir o comparecimento de figuras importantes em investigações de grande repercussão, como é o caso da CPI do INSS, que apura supostas fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. O caso Banco Master tem sido um ponto de atenção especial por envolver alegações de manipulação financeira e impacto direto nos cofres públicos e nos segurados do INSS, tornando a oitiva de Vorcaro um momento crucial para o avanço das investigações e para a elucidação completa dos fatos. A participação da PF no transporte de Vorcaro, embora um detalhe logístico, sinaliza a seriedade com que o governo federal encara a situação, apoiando o trabalho da CPI e buscando oferecer todas as garantias necessárias para a produção de provas e para o bom andamento dos trabalhos parlamentares. A disponibilização da estrutura da PF reforça a ideia de que todas as partes devem ter a oportunidade de falar, e que as autoridades estão prontas para viabilizar esse processo, independentemente de quem sejam os envolvidos ou da complexidade das questões em pauta. Além disso, a participação da Polícia Federal em um evento tão público e sob os holofotes de uma CPI pode ser vista como um exercício de transparência e de cooperação entre os poderes, um sinal claro de que o diálogo institucional está em pleno funcionamento e que as instituições estão alinhadas em seus objetivos de fiscalização e de combate a eventuais desvios e ilícitos. Essa iniciativa pode servir de precedente para futuras colaborações em investigações parlamentares que demandem apoio logístico ou de segurança das forças federais, consolidando a PF como um braço operacional essencial para o bom funcionamento do processo democrático e para a garantia da ordem e da justiça no país, tudo isso sem interferir no mérito das investigações.