Botafogo envia equipe jovem para enfrentar Nacional Potosí na Libertadores
O Botafogo decidiu adotar uma estratégia incomum para o confronto contra o Nacional Potosí, válido pela Copa Libertadores da América. Com o objetivo de minimizar os efeitos da altitude de Potosí, cidade conhecida por seu elevado patamar geográfico, parte do elenco alvinegro, composta em sua maioria por jogadores da base, já se encontra na Bolívia. Essa medida visa proporcionar uma adaptação mais eficaz ao clima e à rarefação do oxigênio, fatores que costumam impactar diretamente o rendimento físico dos atletas. A viagem antecipada permite que os jovens jogadores se aclimatem gradualmente, uma preparação essencial para um torneio de tamanha relevância continental. O planejamento, que ganhou destaque em diversos veículos esportivos, demonstra a seriedade com que o clube tem tratado a disputa da Libertadores, mesmo diante de adversidades climáticas.
A decisão de enviar uma equipe jovem para o primeiro jogo na altitude não significa, contudo, um descaso com a competição. Pelo contrário, a estratégia visa proteger os jogadores mais experientes e cruciais para o restante da temporada, que permanecem em treinamento no Rio de Janeiro. O foco é preservar a condição física de atletas chave, permitindo que se recuperem e se preparem para os próximos desafios. Essa abordagem mescla a necessidade de competir em alto nível com a gestão de um elenco extenso e as exigências de múltiplas competições. A Libertadores, com sua complexidade logística e geográfica, exige um planejamento cuidadoso, e o Botafogo parece ter optado por uma linha de ação que equilibra riscos e benefícios, apostando na capacidade de adaptação e na energia da juventude. A semana de aclimatação na altitude é vista como um diferencial competitivo crucial.
O Nacional Potosí, adversário do Botafogo, é uma equipe boliviana que historicamente sabe explorar a vantagem de jogar em seus domínios, com o fator altitude sendo um de seus principais aliados. O estádio Victor Agustín Ugarte, palco da partida, está localizado a mais de 4.000 metros acima do nível do mar, um desafio considerável para qualquer equipe visitante. A estratégia do Botafogo, ao enviar seus jovens atletas com antecedência, busca mitigar esse impacto. A formação predominante de jovens em campo também pode ser interpretada como uma oportunidade para a revelação de novos talentos e para a aquisição de experiência em competições internacionais. O clube aposta no potencial desses atletas para surpreenderem e conquistarem um resultado positivo, mesmo sob tamanha pressão geográfica e competitiva.
A Copa Libertadores da América é conhecida por seus desafios únicos, e a altitude na Bolívia é um dos mais notórios. Equipes que não se preparam adequadamente frequentemente sofrem com a falta de ar, dores de cabeça e fadiga precoce, comprometendo suas performances. A atuação do Botafogo neste cenário particular, optando por uma preparação de uma semana na altitude, é um reflexo das lições aprendidas no futebol sul-americano. O clube demonstra estar atento a todos os detalhes, desde o deslocamento até a aclimatação fisiológica. Essa medida, embora possa parecer conservadora em relação à escalação inicial, é uma demonstração de inteligência tática e de um planejamento de longo prazo para as competições que se avizinham, especialmente a busca por um bom desempenho na própria Libertadores.