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Argentina Confirma Novo Surto de Gripe Aviária em Aves Comerciais e Suspende Exportações

A Argentina confirmou um novo foco do vírus influenza aviária H5 (gripe aviária) em uma granja de aves comerciais localizada na província de Buenos Aires. Este é o segundo surto detectado em aves de produção comercial desde o início do ano, o que levou as autoridades argentinas a declararem emergência sanitária e implementarem medidas de contenção imediatas. A suspensão das exportações de produtos avícolas é uma consequência direta desta confirmação, visando evitar a propagação do vírus para outros países e proteger o status sanitário da nação. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou que o vírus foi detectado em aves da espécie Gallus gallus domesticus, em uma propriedade com foco na produção de ovos. A rápida resposta inclui o sacrifício sanitário das aves infectadas e de aves em um raio de segurança ao redor do foco, além de um reforço na vigilância epidemiológica em todo o território nacional. A preocupação é elevada dado o potencial impacto econômico e sanitário da doença. A confirmação do surto na Argentina levanta questões sobre a situação sanitária em regiões vizinhas, como o Rio Grande do Sul, um importante produtor avícola no Brasil. Embora os surtos até o momento tenham se concentrado na América do Sul, a proximidade geográfica e as rotas de migração de aves selvagens podem representar um risco constante de introdução do vírus. O Brasil, assim como outros países do Mercosul, também possui protocolos de vigilância intensificada e planos de contingência para lidar com a influenza aviária, especialmente em aves comerciais e silvestres. A gripe aviária, causada por vírus influenza do tipo A, pode ter um impacto devastador na avicultura commercial, acarretando perdas econômicas significativas e podendo afetar a segurança alimentar. A transmissão entre aves ocorre principalmente pelo contato direto com secreções e fezes de aves infectadas, ou de forma indireta por meio de equipamentos, ração, água e pessoal contaminados. Embora a transmissão para humanos seja rara, alguns subtipos do vírus podem causar doenças graves em pessoas. A vigilância constante e a adoção de medidas de biosseguridade nas propriedades rurais são fundamentais para prevenir a entrada e disseminação do vírus.