Carregando agora

Anvisa proíbe venda de Mounjaro do Paraguai e outras tirzepatidas no Brasil; entenda os riscos do uso indevido

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão crucial ao proibir a venda de Mounjaro, um medicamento contendo tirzepatida, que estava sendo comercializado de forma irregular no Brasil, especialmente aqueles importados do Paraguai. Esta medida visa proteger a saúde pública dos consumidores, que poderiam estar expostos a produtos sem a devida fiscalização, com procedência duvidosa e potencialmente falsificados. A tirzepatida, componente ativo do Mounjaro, é um agonista duplo dos receptores GLP-1 e GIP, conhecido por sua eficácia no controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2 e, mais recentemente, por seu potencial no tratamento da obesidade. No entanto, seu uso deve ser estritamente supervisionado por um profissional de saúde devido aos seus efeitos colaterais e contraindicações. A proibição decorre principalmente de preocupações com a segurança, a qualidade e a autenticidade desses produtos que circulam fora dos canais regulamentados, representando um risco direto à saúde dos usuários. O contrabando de medicamentos para perda de peso tem se tornado um problema crescente, impulsionado pela alta demanda e pela dificuldade de acesso aos tratamentos aprovados, criando um mercado paralelo perigoso.
Paralelamente à proibição pela Anvisa, estudos e reportagens têm destacado os riscos associados ao uso indiscriminado dessas chamadas “canetas emagrecedoras”. Pesquisas recentes indicam que a interrupção do uso desses medicamentos pode levar a um reganho de peso mais acelerado em comparação com métodos tradicionais de dieta e exercícios. Um estudo publicado pela BBC revelou que indivíduos que param de usar a tirzepatida após um período de tratamento para obesidade tendem a recuperar cerca de dois terços do peso perdido em um ano, o que sugere que essas substâncias podem atuar modicamente no “ruído alimentar” cerebral, ou seja, os impulsos e desejos por comida, sem que os hábitos alimentares e de estilo de vida sejam permanentemente alterados. O “ruído alimentar” refere-se à complexa rede de sinais neurais e hormonais que regulam o apetite, a saciedade e o desejo por alimentos, e os agonistas dos receptores GLP-1 e GIP demonstraram modular essas vias.
É fundamental ressaltar que medicamentos como a tirzepatida não são soluções mágicas ou para uso estético. Suas indicações médicas são específicas e o acompanhamento médico é indispensável. A automedicação com produtos adquiridos de fontes duvidosas pode acarretar graves consequências, incluindo reações alérgicas severas, distúrbios gastrointestinais, problemas pancreáticos e até mesmo riscos cardiovasculares. A complexidade do metabolismo e a interação desses fármacos com outros medicamentos e condições de saúde preexistentes exigem uma avaliação clínica minuciosa. O foco deve ser sempre na adoção de um estilo de vida saudável e sustentável, com uma dieta equilibrada e a prática regular de atividades físicas, complementado por tratamentos médicos quando estritamente necessário e sob orientação profissional.\nDiante deste cenário, a atuação da Anvisa é vital para coibir a entrada e a comercialização de medicamentos irregulares no país. Os consumidores são alertados a adquirir medicamentos apenas em farmácias e drogarias legalizadas, e a sempre verificar a autenticidade dos produtos e a presença do registro sanitário. A informação confiável, como a veiculada por portais de saúde e notícias sérias, também desempenha um papel crucial na conscientização sobre os riscos da automedicação e do uso indevido de substâncias controladas. A busca por um emagrecimento saudável e seguro deve priorizar a orientação de médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde qualificados, garantindo que qualquer tratamento seja seguro, eficaz e adequado às necessidades individuais de cada paciente, promovendo a saúde a longo prazo e evitando os perigos de um mercado ilícito e desregulado.