Anvisa aprova Leqembi, novo medicamento contra Alzheimer que age nas placas cerebrais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para a comercialização do Leqembi (lecanemabe), um anticorpo monoclonal que representa um avanço promissor no tratamento da doença de Alzheimer. Diferente de terapias anteriores que focavam principalmente no alívio dos sintomas ou na desaceleração da progressão da doença com mecanismos diversos, o Leqembi tem como alvo principal as placas de proteína beta-amiloide que se acumulam no cérebro. Essas placas são consideradas um dos principais fatores desencadeadores da neurodegeneração característica do Alzheimer, levando à perda de funções cognitivas e de memória. A aprovação do Leqembi pela Anvisa ocorreu após a análise de estudos clínicos que demonstraram sua eficácia na remoção dessas placas e, consequentemente, na desaceleração da deterioração cognitiva em pacientes com a doença em seus estágios iniciais. Essa abordagem terapêutica representa uma mudança de paradigma, visando atuar nas causas subjacentes da doença, antes que os danos cerebrais se tornem severos e irreversíveis. O tratamento com Leqembi é administrado por infusão intravenosa, e sua indicação é restrita a pacientes com diagnóstico confirmado de Alzheimer e que se encontram nas fases leve a moderada da doença, com a presença de biomarcadores que confirmem o acúmulo de beta-amiloide. A aprovação pela Anvisa segue tendências globais, com o medicamento já tendo recebido autorização em outros países, como Estados Unidos e Japão, onde também tem sido recebido com otimismo pela comunidade médica e por familiares de pacientes. O medicamento é produzido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen. A expectativa é que o Leqembi possa oferecer uma nova perspectiva para milhares de brasileiros que convivem com o Alzheimer, proporcionando uma melhor qualidade de vida e retardando a progressão da doença, permitindo que os pacientes mantenham suas capacidades cognitivas por mais tempo. No entanto, é fundamental ressaltar que o diagnóstico precoce e a orientação médica contínua são essenciais para o sucesso do tratamento e para a gestão global da doença, que ainda não possui uma cura definitiva. Este avanço terapêutico reforça a importância da pesquisa contínua na área da neurociência e no desenvolvimento de novas estratégias para combater doenças neurodegenerativas