Andreas Pereira escapa de punição em Dérbi por danificar gramado antes de pênalti
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) decidiu não denunciar o jogador Andreas Pereira, do Corinthians, por uma ação considerada antidesportiva durante o Dérbi contra o Palmeiras. A polêmica envolveu o ato de Andreas de danificar o gramado próximo à marca do pênalti antes da cobrança, um gesto que gerou intenso debate sobre fair play e a integridade do futebol. EnquantoAndreas Pereira escapa de uma sanção, a decisão levanta questionamentos sobre a aplicação de certas regras e a interpretação de atos que podem influenciar o resultado de uma partida, especialmente em clássicos de alta rivalidade como o Dérbi. A atitude de danificar o gramado pode ter como objetivo alterar as condições para a cobrança, dificultando a corrida do batedor adversário ou a trajetória da bola, o que muitos consideram uma forma de catimba desleal. A decisão do STJD, ao isentar o jogador, pode abrir precedentes ou reforçar a compreensão de que tais atos, embora questionáveis, não se enquadram nas infrações passíveis de punição no momento. Por outro lado, a não denúncia de Andreas Pereira contrasta com a situação de outros envolvidos no mesmo Dérbi, como os treinadores Abel Ferreira e Luighi, que foram denunciados pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por condutas durante o clássico. Essa disparidade nas punições pode gerar insatisfação e a sensação de que as regras nem sempre são aplicadas de forma uniforme, especialmente quando se lida com nuances de comportamento em campo. A ausência de punição para Andreas Pereira, neste caso, pode ser explicada por diversos fatores, como a falta de clareza na súmula ou a interpretação de que o ato não atingiu a gravidade necessária para configurar uma infração mais séria, mesmo sendo amplamente criticado por torcedores e comentaristas. A contextualização da partida, um Dérbi com alta pressão e nervos à flor da pele, também pode ter sido considerada, mas o princípio do fair play deveria prevalecer em qualquer circunstância. A gestão e a comunicação das decisões por parte dos órgãos competentes são cruciais para manter a credibilidade no esporte, e casos como este exigem transparência e fundamentação clara para evitar especulações e polêmicas adicionais que possam manchar a imagem do futebol. A expectativa é que, no futuro, haja uma diretriz mais clara sobre o que constitui infração em situações semelhantes, garantindo um ambiente mais justo para todos os competidores nos gramados brasileiros.