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Amir Ohana propõe Donald Trump para Prêmio Nobel da Paz em 2026 e Israel Homenageia Ex-Presidente Americano

O Presidente do Parlamento israelense, Amir Ohana, divulgou nesta semana uma iniciativa que gerou grande repercussão internacional: a sua proposta formal para que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2026. Ohana argumentou que a candidatura se justifica pelos esforços diplomáticos empreendidos durante a gestão de Trump, que culminaram em acordos de normalização entre Israel e diversas nações árabes, conhecidos como Acordos de Abraão. Esses acordos representaram um avanço significativo na busca por estabilidade no Oriente Médio, rompendo décadas de isolamento diplomático e abrindo novas vias de cooperação. A indicação de Trump reforça a percepção de que, para alguns setores em Israel, sua postura e suas políticas foram particularmente benéficas para os interesses do país.

A relação de Donald Trump com Israel durante sua presidência foi marcada por decisões que o colocaram em posições de destaque para os governantes israelenses. A transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém, o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã e o rompimento do acordo nuclear com o Irã foram ações amplamente celebradas pelo establishment político de Israel. Recentemente, Trump foi homenageado em uma faixa de areia de uma praia em Israel com seu nome escrito, um gesto simbólico que reflete a popularidade e o status de cabo eleitoral que ele detém em certos segmentos da sociedade israelense. Essa demonstração de afeto e apoio popular, somada às decisões políticas, consolidam a imagem de Trump como um defensor ferrenho de Israel.

O reconhecimento a Trump atingiu um novo patamar com a notícia de que ele receberá a medalha mais importante de Israel. Além disso, ele se tornará o quarto presidente dos Estados Unidos a discursar no Knesset, o parlamento israelense, uma honraria reservada a líderes com laços particularmente fortes e históricos com o país. Embora os discursos no Knesset sejam geralmente momentos de aliança e reafirmação de laços, a presença de Trump nesse fórum, após seu mandato presidencial, sinaliza umContinuing e forte apelo eleitoral em Israel e um sentimento de gratidão pelo seu alinhamento com as políticas israelenses. A premiação e a oportunidade de discursar no Knesset sublinham a influência e o impacto percebido de suas ações na região.

A candidatura ao Nobel da Paz, embora simbólica neste estágio, adiciona uma nova dimensão à já complexa relação entre Trump, a política americana e o cenário do Oriente Médio. Críticos apontam que a premiação pode ser politizada, dadas as controvérsias que cercaram a presidência de Trump e o próprio processo de indicação e seleção do Nobel. No entanto, para os seus apoiadores em Israel, essa honraria seria um reconhecimento justo de suas contribuições para o que eles descrevem como uma era de ‘fim do terror e da morte’, um eufemismo para a percepção de maior segurança e estabilidade alcançada sob sua influência e as políticas que ele promoveu em prol de Israel e de seus aliados regionais. A decisão final sobre a concessão do Nobel da Paz em 2026, como sempre, caberá ao comitê norueguês, que avalia as indicações com base em critérios específicos de promoção da paz.