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A educação ambiental nas escolas é a chave para combater o aquecimento global?

out 27, 2021
Educação ambiental

Não é segredo para ninguém que a cada ano que passa o nosso planeta fica mais quente por causa das próprias ações humanas. Por conta disso um dos assuntos da COP26 (A Conferência das Nações Unidas) abordará entre outros assuntos, a educação ambiental nas escolas como parte do currículo, buscando assim minimizar os efeitos do aquecimento global no futuro.

Mas qual o real impacto dessa decisão e será que realmente vale a pena implementa-la? Bem, é sobre esse assunto a matéria de hoje. Então vem conferir os detalhes dessa discussão que afeta o seu futuro.

Cop26

Cop26

A 26° Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas trará pela primeira vez a debate a educação climática em escolas como parte obrigatória do currículo. Uma vez que os efeitos do aquecimento global se tornam mais amplos, destrutivos e irreversíveis, junto ao fato de que as pessoas “comuns”, ou seja, quem não se considera influente para uma grande gama de pessoas, está cada vez acreditando menos que são capazes de fazer algo contra o efeito estufa.

Esse pensamento perigoso pode agravar ainda mais os problemas climáticos. Pois as previsões atmosféricas não são nada otimistas para os próximos anos, principalmente se as emissões de gases e poluição desenfreada não diminuírem.

Alfabetização em mudanças climáticas

alfabetização climática e ambiental

A alfabetização em mudanças climáticas ou educação ambiental envolve a compreensão das causas humanas nas mudanças climáticas e seu impacto potencial no mundo. Sem essa “alfabetização”, as pessoas vão ser menos capazes de se adaptar aos impactos das mudanças climáticas globais, incluindo os impactos na economia, ambientais e sociais.

Esse ensino é de suma importância porque dá respostas completas e verídicas sobre as mudanças climáticas e suas soluções práticas no nosso dia a dia.

Preparação para o futuro

Alfabetização em mudanças climáticas

Os problemas climáticos de hoje serão herdados pelas futuras gerações. Mas o sistema educacional mundial não está preparando os jovens e crianças para este futuro. As lições aprendidas em ciências e geografia apenas pincelam as bordas do problema, pois somente 4% dos alunos entrevistados pela revista Independent disseram que sabiam muito sobre a crise climática. E quanto aos professores 70% não relataram nem se quer menção ao clima em suas qualificações de formação.

Por isso podemos afirmar que não somos ensinados de verdade sobre os eventos históricos e geográficos que deram origem a crise climática, as repercussões sociais e econômicas que esta catástrofe irá induzir, ou o quais as soluções possíveis.

O resultado disso é que simplesmente não estamos preparados com as habilidades necessárias para viver em um mundo cada vez mais afetado pela crise climática. Além disso, não recebemos informações sobre os verdadeiros impactos no clima que não se limitem a pequenas seções nas aulas de ciências ou disciplinas opcionais em faculdades ou cursos.

Os problemas ambientais afetarão a todos, ainda com mais força no futuro, independente das profissões que os jovens escolham hoje, economistas, farmacêuticos, professores, médicos, mecânicos, etc… Isso significa que a educação climática deve estar entrelaçada em todas as disciplinas de uma forma que seja acessível a todos. Afinal a crise ambiental é responsabilidade de todos, mas os efeitos virão a longo prazo.

Qual o resultado esperado da educação climática nas escolas?

Alfabetização em mudanças climáticas

A educação climática deverá incluir o conhecimento sobre como parar e diminuir a emergência climática e a crise ecológica, oferecer equilíbrio climático e suporte para os alunos lidarem com os efeitos ecológicos e climáticos e por último e talvez o mais importante, como os alunos farão com as informações obtidas para resolver o problema.

Além de tudo isso precisaremos ser ensinados e preparados para nos adaptarmos ao nosso mundo em mudança. A crise climática já está aqui. Nosso sistema educacional precisa parar de tratar esse desastre como um futuro hipotético e, em vez disso, garantir que estamos prontos para o que é uma realidade inevitável.

Porém, para se conseguir os resultados buscados, deve ser feita uma reforma nas formações dos professores para prepará-los para educar seus alunos sobre a crise climática e a interdependência entre disciplinas.

Aprendizagens climáticas no setor de energia renovável também são fundamentais, uma maior oferta de cursos profissionalizantes para que cubram a sustentabilidade ou mudando o conteúdo acadêmico para nos dar uma ideia realista do nosso mundo e dos assuntos em seus contextos impactados pelo clima.

Dessa forma a crise climática pode ser reduzida drasticamente e mais empregos podem surgir desse meio caótico. Mas o fato é que precisamos, cada um de nós com as informações que temos, continuar a incentivar principalmente aos jovens ações que beneficiem o meio ambiente e o clima, como: Separar o lixo, reciclar, produzir menos plástico e diminuir o uso de agentes poluentes ao planeta.

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