IGP-M registra queda de 0,73% em fevereiro, ampliando deflação e impactando contratos de aluguel
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel e outros serviços, registrou uma queda expressiva de 0,73% no acumulado de fevereiro. Este resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), representa uma ampliação da deflação observada no mês anterior e se alinha a projeções de um cenário inflacionário mais controlado para o país. A principal força motriz por trás dessa retração foi a desvalorização de diversos componentes do índice, com destaque para a queda nos preços das commodities no mercado internacional, que impactam diretamente a indústria e o agronegócio brasileiro. Essa dinâmica é um reflexo do cenário macroeconômico global, incluindo potenciais ajustes na política monetária de países desenvolvidos e variações na demanda de grandes economias. Analistas apontam que a desaceleração do IGP-M pode trazer alívio para consumidores e empresas, embora o impacto nos contratos de aluguel, que seguem o índice, signifique que aqueles com vencimento em março não terão reajustes, mantendo os valores atuais. Essa estabilidade pontual no custo de moradia e encargos contratuais pode representar um respiro para o orçamento familiar e para o fluxo de caixa das empresas que dependem de imóveis comerciais. No entanto, é fundamental observar a persistência dessa tendência nos próximos meses, pois outros fatores, como a política cambial, o preço da energia e fatores climáticos que afetam a produção agrícola, também desempenham um papel crucial na formação do índice. A expectativa é que o Banco Central continue monitorando de perto esses indicadores para calibrar suas políticas monetárias e garantir a estabilidade de preços no longo prazo. A análise aprofundada dos componentes do IGP-M revela que, além das commodities agrícolas, outros agregados como os preços ao produtor e ao consumidor também apresentaram desaceleração em seus ritmos de alta ou patamares de queda. Essa convergência de fatores contribui para a leitura de um cenário inflacionário mais favorável. A confirmação dessa tendência de desaceleração, caso se mantenha nos próximos levantamentos, poderá influenciar as decisões de investimento, o planejamento orçamentário das famílias e a competitividade das empresas em diversos setores da economia, pois a previsibilidade de custos é um fator determinante para a saúde financeira e o crescimento sustentável.