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Presidente do Republicanos alerta contra fim da escala 6×1 e prevê demissões em massa

O debate sobre a redução da jornada de trabalho, especificamente o fim da escala 6×1, tem gerado intensas discussões no cenário político e econômico brasileiro. O presidente do Republicanos, Arthur Lira, manifestou publicamente sua preocupação com as possíveis repercussões dessa mudança, afirmando ter alertado Motta sobre os perigos do “ócio demais”, que ele considera prejudicial. Essa postura reflete um receio de que a diminuição das horas trabalhadas possa levar a um impacto negativo na produtividade e, consequentemente, na economia do país.

A escala 6×1, comum em diversos setores, especialmente no comércio e serviços, permite que trabalhadores folguem um dia a cada seis trabalhados, garantindo a operação contínua de estabelecimentos e a oferta ininterrupta de serviços. A extinção dessa modalidade, argumentam críticos como Lira, poderia resultar em ineficiência e menor competitividade, além de descontentamento com o tempo livre excessivo, que, em sua visão, não seria produtivamente aproveitado.

As projeções de impacto econômico são alarmantes, especialmente em estados como Santa Catarina. Federações de comércio local indicam que o fim da escala 6×1 poderia levar à eliminação de cerca de 27 mil empregos apenas no estado. Outras estimativas apontam para números ainda mais expressivos. A TNH1 noticia que 41,4 mil brasileiros podem ser dispensados em Santa Catarina, um efeito direto das novas regras trabalhistas, que geram incertezas sobre a sustentabilidade de modelos de negócios estabelecidos.

O Valor Econômico destaca que a redução da jornada de trabalho não é isenta de custos. A adaptação a novas escalas e a manutenção dos níveis de produção podem exigir investimentos significativos das empresas, além de uma reorganização complexa das equipes. Enquanto alguns defendem a medida como um avanço em direitos trabalhistas, promovendo um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, outros veem nela um risco à manutenção do emprego e à saúde financeira dos negócios, em um contexto de economia volátil e competitividade global.