Verba para contenção de encostas em Juiz de Fora travada e cortes em MG geram preocupação
A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, enfrenta uma situação alarmante com a verba destinada à contenção de encostas e obras de infraestrutura para prevenção de desastres climáticos. Relatos indicam que os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados a essas ações estão travados há aproximadamente um ano, gerando apreensão em meio a um cenário de riscos geológicos acentuados. Essa paralisação ocorre em um contexto em que a própria gestão estadual, sob o comando do governador Zema, efetuou cortes significativos em verbas destinadas ao combate às chuvas em Minas Gerais, reduzindo drasticamente os investimentos em comparação a períodos anteriores. A diminuição de R$ 135 milhões para R$ 5,8 milhões demonstra uma prioridade deslocada em relação à segurança da população frente aos eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos. O impacto dessas decisões se reflete diretamente na capacidade de resposta do estado e dos municípios diante de enchentes, deslizamentos e outros desastres que assolam a região, especialmente durante o período chuvoso. Adicionalmente, notícias sobre a disponibilização de vultosas quantias, como R$ 491 milhões para Juiz de Fora e Ubá, parecem contrastar com a realidade da execução e o fato de que cidades como Ubá teriam recebido vultosas emendas, mas sem destinação clara para infraestrutura, levantando questionamentos sobre a transparência e a eficiência na aplicação dos recursos públicos. A utilização de apenas 16,5% da verba federal prevista para obras antichuva em Juiz de Fora, conforme apontado por dados do Estadão, reforça a tese de entraves burocráticos ou administrativos que impedem a efetiva utilização dos fundos, mesmo em um cenário de necessidade tão evidente. Essa discrepância entre a verba empenhada e a executada é um ponto crítico que exige investigação e ação imediata por parte dos órgãos competentes para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos mineiros, protegendo-os dos riscos iminentes causados por fatores naturais agravados pelas mudanças climáticas e pela gestão de recursos públicos. A priorização de investimentos em infraestrutura resiliente e em sistemas de alerta e resposta a desastres é fundamental para a construção de um futuro mais seguro e sustentável, minimizando perdas humanas e materiais.