Empresária chora e passa mal em depoimento à CPMI do INSS; trabalhos são suspensos
Durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, a empresária Ingrid Lima, esposa de um operador financeiro ligado à Cooperativa Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Conafer), passou mal, começou a chorar e teve seu testemunho interrompido. A sessão da CPMI foi suspensa enquanto a depoente recebia atendimento médico. O episódio ocorreu após questionamentos sobre o patrimônio de seu marido e sua suposta participação em esquemas fraudulentos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ingrid negou envolvimento direto nas fraudes, atribuindo a responsabilidade ao seu companheiro, que teria agido por conta própria e traído sua confiança. A situação gerou reações diversas entre os parlamentares, com alguns demonstrando preocupação com o estado de saúde da empresária e outros interpretando o choro como uma tática para evitar responder a perguntas incômodas. A suspensão dos trabalhos da CPMI visa garantir que a depoente se recupere adequadamente e possa, posteriormente, esclarecer os fatos investigados pela comissão. A CPMI do INSS apura um esquema de fraudes que teria desviado milhões de reais em benefícios previdenciários. As investigações se concentram em operadores financeiros, suspeitos de aliciar beneficiários e construir dossiês falsos para a concessão indevida de aposentadorias e pensões. A Conafer tem sido apontada como uma das entidades centrais no esquema, com suspeitas de que seus dirigentes estariam envolvidos na facilitação das fraudes. O caso de Ingrid Lima se insere nesse contexto, e seu depoimento, apesar da interrupção, é considerado crucial para desvendar a extensão e os mecanismos da ação criminosa. As autoridades buscam identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados, punindo os responsáveis e prevenindo futuras ocorrências que afetam a credibilidade e a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro. O desenrolar desta investigação é de grande interesse público, dado o impacto social e econômico das fraudes contra o INSS.