Avião da Latam aborta decolagem em Guarulhos por drones no espaço aéreo
Um incidente preocupante ocorreu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na última noite, quando um avião da Latam com destino a Lisboa teve que abortar sua decolagem em alta velocidade. O motivo foi a detecção de drones operando ilegalmente no espaço aéreo restrito da região do aeroporto. As imagens divulgadas mostram o momento em que a aeronave, já em fase crítica de aceleração na pista, precisou frear bruscamente, evitando uma situação potencialmente catastrófica. O espaço aéreo foi fechado temporariamente, gerando um efeito cascata de atrasos e cancelamentos em dezenas de voos. A Latam confirmou o ocorrido, informando que todos os passageiros foram desembarcados em segurança e acomodados em voos posteriores. A empresa lamentou os transtornos causados pela interrupção, que foi motivada por uma ação externa e ilícita. A segurança aeroportuária é um tema de extrema relevância e qualquer atividade não autorizada em áreas próximas a aeroportos representa um grave risco. A rápida ação da tripulação da Latam em abortar a decolagem foi crucial para prevenir um acidente e garantir a segurança de todos a bordo. Ocorrências como essa levantam um debate urgente sobre a fiscalização e o controle da operação de drones no Brasil, especialmente em áreas de grande movimentação aérea. Especialistas alertam que o aumento da frota de drones, aliado à falta de regulamentação clara e fiscalização efetiva, pode tornar incidentes semelhantes mais frequentes no futuro, exigindo medidas mais rigorosas por parte das autoridades. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem dos drones e identificar os responsáveis pela invasão do espaço aéreo restrito. As investigações visam não apenas apurar responsabilidades, mas também implementar medidas de prevenção para evitar que novos episódios como este comprometam a segurança da aviação civil e causem prejuízos aos passageiros. O impacto da interrupção afetou cerca de 45 voos, com reflexos em diversas conexões nacionais e internacionais, destacando a fragilidade da infraestrutura aeroportuária diante de ameaças desse porte. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) devem intensificar os esforços para coibir práticas que coloque em risco a segurança.