Agonorexia: O novo efeito colateral das canetas emagrecedoras e riscos à saúde
O crescente uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, popularizados pelas canetas emagrecedoras como Ozempic e Wegovy, tem levantado preocupações sobre efeitos colaterais menos conhecidos. Um termo emergente para descrever um desses distúrbios é agonorexia, um neologismo que combina a ânsia por magreza com a anorexia. Essa condição se caracteriza por um medo exacerbado de recuperar o peso perdido e uma restrição calórica severa, muitas vezes desnecessária, mesmo após atingir os objetivos iniciais de emagrecimento. A busca incessante pela magreza pode levar a comportamentos alimentares prejudiciais e a um déficit nutricional significativo, pois o indivíduo restringe não apenas calorias, mas também nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. É crucial entender que esses medicamentos são ferramentas terapêuticas para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2, e seu uso deve ser estritamente supervisionado por um profissional de saúde. A automedicação e o uso estético sem acompanhamento médico podem mascarar ou até mesmo desencadear novos transtornos alimentares, como a agonorexia, que afeta a saúde mental e física do paciente. A pesquisa indica que o uso dessas substâncias pode levar a um déficit nutricional, o que, somado à obsessão pela magreza, cria um ciclo perigoso. As canetas emagrecedoras atuam na regulação do apetite e na absorção de glicose, mas seus efeitos a longo prazo e sobre a relação do indivíduo com a comida precisam ser mais explorados e discutidos. Profissionais de saúde alertam para a importância de um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e psicólogos, para garantir que o processo de emagrecimento seja saudável e sustentável, evitando a transição para transtornos alimentares graves. A regulamentação e o controle sobre a prescrição e venda desses medicamentos tornam-se cada vez mais importantes diante do cenário de uso indiscriminado, visando proteger a saúde pública e prevenir o desenvolvimento de condições como a agonorexia, que representa um sério risco à qualidade de vida e ao bem-estar geral dos pacientes. O debate sobre a necessidade médica versus o abuso estético desses fármacos é fundamental para orientar o uso responsável e ético dessas tecnologias médicas.