Trump Desmantela Políticas Climáticas dos EUA em Grande Reversão Ambiental
Em uma medida que reconfigura a abordagem dos Estados Unidos em relação às mudanças climáticas, o ex-presidente Donald Trump orquestrou a maior reversão de políticas ambientais da história recente do país. A revogação da Norma de Énergia Limpa (Clean Power Plan), uma legislação de 2015 sob a administração Obama que visava a redução das emissões de dióxido de carbono de usinas de energia, foi um dos pilares dessa estratégia. Essa ação, amplamente criticada por ambientalistas e cientistas, sinalizou um afastamento do compromisso com acordos internacionais como o Acordo de Paris, focado em limitar o aquecimento global. A decisão de Trump justificou-se pela promessa de reduzir o ônus regulatório sobre a indústria de combustíveis fósseis, argumentando que as normas anteriores prejudicavam a economia e a competitividade americana. A indústria de energia a carvão, em particular, celebrou a medida como um alívio necessário. A revogação buscou desmantelar o alcance federal sobre o controle de emissões, devolvendo mais poder decisório aos estados, o que, segundo detratores, levaria a uma diluição das proteções ambientais. A campanha de Trump frequentemente minimizou a gravidade das mudanças climáticas, questionando a ciência por trás do aquecimento global e priorizando o crescimento econômico e a produção de energia doméstica, incluindo carvão, petróleo e gás natural. Esse movimento reverteu anos de progresso na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), gases que aprisionam o calor na atmosfera e são os principais responsáveis pelo aumento da temperatura média do planeta. A retirada dos EUA do Acordo de Paris, em 2017, já havia sido um golpe significativo para os esforços globais de combate ao aquecimento. A revogação da Norma de Energia Limpa consolidou essa desvinculação, enviando um sinal para o resto do mundo sobre a direção da política climática americana sob sua gestão. Especialistas alertaram que essa desregulamentação poderia ter consequências de longo prazo para o meio ambiente, incluindo o aumento da poluição do ar e da água, e o agravamento dos efeitos das mudanças climáticas, como eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos. Essa abordagem gerou uma onda de judicialização, com ambientalistas e alguns estados movendo ações legais para contestar a revogação e tentar restaurar as proteções ambientais. A disputa legal prometia ser longa e complexa, refletindo a polarização política e científica sobre o tema das mudanças climáticas nos Estados Unidos.