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Começa vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue

A vacinação contra a dengue para 1,2 milhão de profissionais de saúde teve início em todo o país, marcando um passo importante na estratégia de combate à doença. Esta iniciativa pioneira foca nas populações mais expostas ao vírus, que atuam na linha de frente do sistema de saúde e, portanto, apresentam um risco aumentado de contrair e transmitir a dengue. A escolha deste público-alvo estratégico visa não apenas proteger esses indivíduos, mas também garantir a continuidade dos serviços de saúde caso ocorra um surto da doença. A campanha utiliza a vacina Qdenga, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é um imunizante contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e demonstra um bom perfil de segurança e eficácia em estudos clínicos. A expectativa é de que, ao imunizar esses profissionais, o impacto geral da dengue na sociedade seja reduzido, com menos casos graves e hospitalizações.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público de saúde, o que reforça o compromisso nacional em buscar soluções inovadoras e abrangentes para a saúde pública. Esta medida é especialmente relevante considerando que a dengue é uma arbovirose com alta incidência nas Américas, e o país tem enfrentado desafios crescentes com o aumento de casos, o que pode ser agravado pelas mudanças climáticas que expandem o habitat do mosquito Aedes aegypti. A vacinação de profissionais de saúde é vista como um passo inicial robusto, que pode servir de modelo para futuras expansões da campanha para outros grupos populacionais vulneráveis, conforme a disponibilidade e o fornecimento da vacina.

A escolha da Qdenga se deu após rigorosa avaliação, considerando sua capacidade de proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, o que é crucial para conferir uma proteção mais completa e duradoura. A vacina é administrada em duas doses, com um intervalo de três meses entre elas, e os profissionais de saúde que receberem a primeira dose serão orientados sobre o agendamento da segunda. As secretarias estaduais e municipais de saúde estão responsáveis pela logística de distribuição e aplicação das doses, garantindo que o imunizante chegue aos locais de trabalho prioritários, como hospitais, unidades básicas de saúde e laboratórios de diagnóstico em todo o território nacional. O monitoramento contínuo dos efeitos e da adesão à vacinação será essencial para avaliar o sucesso da campanha e planejar os próximos passos.

Além da vacinação, as autoridades de saúde reiteram a importância da manutenção das medidas de prevenção já conhecidas, como o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti com eliminação de água parada, a utilização de repelentes e a busca por atendimento médico em caso de sintomas como febre alta, dores musculares e articulares, dor de cabeça intensa e manchas vermelhas na pele. A integração entre a imunização e as ações de vigilância e controle vetorial é fundamental para uma estratégia de enfrentamento à dengue mais eficaz e sustentável a longo prazo, visando a proteção da saúde coletiva e a redução do impacto socioeconômico causado pela doença que afeta milhões de brasileiros anualmente e representa um desafio constante para o sistema de saúde.