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Câncer de Pênis: Falta de Higiene e Informação Levam a Milhares de Amputações no Brasil

Um estudo alarmante divulgado recentemente revela que o câncer de pênis foi responsável por mais de 2.900 amputações nos últimos cinco anos no Brasil. Este número expressivo não apenas choca pela sua magnitude, mas também serve como um severo aviso sobre as consequências da falta de higiene íntima e do desconhecimento acerca da doença, que em muitos casos poderia ser prevenida ou tratada em seus estágios iniciais. A incidência do câncer de pênis, felizmente, é relativamente baixa quando comparada a outros tipos de câncer, mas a falta de informação e o diagnóstico tardio frequentemente levam a desfechos drasticamente invasivos, como a penectomia, a remoção parcial ou total do órgão. A principal causa associada ao desenvolvimento do câncer de pênis é a falha na higiene pessoal, especialmente em homens não circuncidados. O acúmulo de esmegma, uma secreção natural composta por células mortas e oleosidade, em condições de higiene precária, pode irritar o prepúcio e a glande, criando um ambiente propício para a proliferação de HPV (Papilomavírus Humano) e, consequentemente, o surgimento de lesões pré-cancerosas e cancerosas ao longo do tempo. A falta de acesso à informação básica sobre cuidados com a genitália e a ausência de campanhas de conscientização eficazes em larga escala contribuem significativamente para essa realidade preocupante. Diante deste cenário, órgãos de saúde e entidades médicas têm intensificado os alertas e promovido campanhas de prevenção. A mensagem central é clara e simples: a prevenção primária do câncer de pênis está acessível a todos através de medidas higiênicas básicas, como a lavagem diária do órgão genital com água e sabão, separando o prepúcio para garantir a limpeza completa. Além disso, a busca por orientação médica ao notar qualquer alteração na região, como feridas, verrugas, manchas ou secreções incomuns, é fundamental para um diagnóstico precoce e um tratamento mais assertivo, aumentando as chances de cura e evitando procedimentos mutiladores. A desinformação sobre a doença e a vergonha que muitos homens sentem ao discutir questões de saúde sexual são barreiras significativas que precisam ser superadas. Iniciativas do governo e do setor privado, como a realizada pelo Governo do Maranhão, visam justamente quebrar esse ciclo, disseminando informações claras sobre os fatores de risco, os sintomas e a importância de procurar um urologista. A educação sexual e a conscientização devem ser pilares contínuos na sociedade para que números como esses de amputações não se repitam, garantindo saúde e qualidade de vida aos homens em todo o país.