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Boletim Focus: Economistas preveem inflação abaixo de 4% em 2026 e mantêm Selic em 12,25%

O mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, trouxe notícias animadoras para a economia brasileira ao projetar que a inflação deve fechar o ano de 2026 abaixo da marca de 4%. Essa é a primeira vez que economistas revisam suas projeções para um patamar tão baixo, demonstrando um cenário de maior controle de preços e estabilidade econômica. A manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 12,25% ao ano, sinaliza que o Banco Central busca consolidar essa trajetória de desaceleração inflacionária, ponderando os riscos e benefícios de uma eventual redução dos juros em um futuro próximo. A convergência para uma inflação mais baixa é um objetivo primordial da política monetária, pois permite um ambiente mais previsível para investimentos e consumo, beneficiando diretamente o bolso do cidadão e a saúde financeira das empresas.

A expectativa de inflação abaixo de 4% em 2026 representa um marco importante para a economia brasileira. Historicamente, o país tem lutado contra índices inflacionários elevados, que corroem o poder de compra e geram incertezas. A contínua redução das previsões pelo mercado, como observado nas últimas semanas em diversas publicações econômicas, reflete a confiança na capacidade do governo e do Banco Central em gerenciar as variáveis macroeconômicas. Essa percepção de melhora pode impulsionar ainda mais o consumo e o investimento, criando um ciclo virtuoso de crescimento.

A decisão de manter a taxa Selic em 12,25% é uma estratégia cautelosa. Por um lado, juros mais altos ajudam a frear o consumo e, consequentemente, a pressão inflacionária. Por outro, taxas elevadas encarecem o crédito, o que pode desestimular investimentos produtivos e o dinamismo de setores chave da economia. O Copom (Comitê de Política Monetária) avalia constantemente os indicadores para encontrar o ponto de equilíbrio ideal, buscando atingir a meta de inflação sem prejudicar excessivamente a atividade econômica. A consolidação da inflação em trajetória descendente é o principal receio para essa decisão.

Diversos fatores contribuem para essa perspectiva de inflação controlada. A produtividade agrícola tem se mantido em bom nível, impactando positivamente os preços dos alimentos. Além disso, a política fiscal tem apresentado sinais de maior responsabilidade, com esforços para conter gastos públicos e estabilizar a dívida. Outro ponto relevante é a evolução do cenário internacional, com a desaceleração global podendo diminuir pressões de commodities. No entanto, é fundamental que essas tendências se consolidem, e que choques externos, como crises energéticas ou conflitos geopolíticos, não voltem a desestabilizar os preços. A vigilância constante e a coordenação entre as políticas fiscal e monetária são cruciais para sustentar essa trajetória positiva.