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Reganho de peso após uso de canetas emagrecedoras: o que dizem os especialistas

A recente divulgação de um estudo que aponta para o reganho de peso em indivíduos que interrompem o uso de medicamentos popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, reacende o debate sobre a eficácia e sustentabilidade dessas terapias no tratamento da obesidade. Estes medicamentos, que atuam agonistas do GLP-1, revolucionaram o controle de peso ao mimetizar hormônios intestinais que promovem a saciedade e retardam o esvaziamento gástrico, levando a uma perda de peso considerável. No entanto, a pesquisa sugere que a manutenção dessa perda de peso pode depender da continuidade do uso. É crucial entender que a obesidade é uma doença crônica complexa, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Os medicamentos para perda de peso, embora ferramentas poderosas, geralmente funcionam melhor quando integrados a um plano abrangente que inclui mudanças na dieta, aumento da atividade física e acompanhamento médico regular. A interrupção abrupta sem estas medidas de suporte pode levar à reversão dos benefícios observados, pois os mecanismos biológicos que promovem a saciedade e a regulação do apetite, estimulados pelo medicamento, deixam de atuar. Especialistas apontam que o reganho de peso não é uma falha exclusiva dos medicamentos, mas sim uma consequência da complexidade da fisiologia humana e do tratamento de doenças crônicas. O corpo tende a retornar a um estado de balanço energético que favorece o acúmulo de gordura se os estímulos externos que auxiliaram na perda de peso forem removidos. Por isso, o foco deve ser em estratégias de manutenção de longo prazo, que envolvam a reeducação alimentar, a adoção de um estilo de vida ativo e, possivelmente, a combinação com outras intervenções que abordem os múltiplos fatores da obesidade. Para evitar o efeito sanfona, a orientação médica é fundamental. O profissional de saúde poderá avaliar a necessidade de ajustar doses, considerar tratamentos alternativos ou implementar estratégias personalizadas para que o paciente mantenha os resultados alcançados. A transição para a manutenção do peso deve ser gradual e acompanhada, focando na construção de hábitos saudáveis que garantam a saúde e o bem-estar a longo prazo, independentemente do uso contínuo de medicamentos específicos.