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Ministro Fachin Busca Consenso no STF em Meio a Desconfianças sobre Código de Ética

O Ministro Luiz Edson Fachin tem buscado ativamente um diálogo com outros membros do Supremo Tribunal Federal (STF) para dissipar a crise interna gerada pela proposta de um código de ética para a Corte. Em reuniões recentes, Fachin tem frisado que a ideia do código não partiu dele, mas sim de uma demanda social crescente por maior transparência e responsabilidade por parte dos mais altos escalões do judiciário. Essa estratégia visa a desvincular sua imagem pessoal da iniciativa, apresentando-a como uma resposta a anseios da sociedade civil, o que busca agregar apoio e diminuir a resistência entre os pares.

A atuação de Fachin ocorre em um cenário de elevado atrito, especialmente após a intervenção do Ministro Dias Toffoli no caso Master, que gerou forte reação em setores da Corte. A antecipação da volta de Fachin a Brasília, inclusive, foi motivada pela necessidade de conter os efeitos dessa polêmica e reafirmar a necessidade de união e respeito às instituições. O ministro, reconhecido por sua postura técnica e rigorosa, busca agora a aplicação da colegialidade como ferramenta para superar divergências e fortalecer a imagem do STF perante a opinião pública.

No entanto, a desconfiança em relação à iniciativa e às motivações por trás dela ainda paira no ambiente do Supremo. Apenas três ministros demonstraram apoio formal à proposta de código de ética, evidenciando uma divisão significativa no plenário. Essa fragmentação pode comprometer a aprovação e a efetividade de quaisquer regras que venham a ser estabelecidas, pois a força de um código reside na sua aplicação uniforme e consensual. A gestão dessa crise exige habilidade política e argumentativa, além de uma comunicação clara e transparente.